Sou um cidadão, apaixonado por Simões Filho, cidade da RMS – Região Metropolitana de Salvador, é quem me acompanha sabe que tive que sair do município para realizar tratamento médico de uma doença grave,adquirida — vejam só — em meio aos péssimos serviços de saúde municipal. Entre a ausência de atendimento especializado e a falta crônica de medicamentos de uso contínuo, o cidadão acaba sendo empurrado para fora da própria cidade para tentar sobreviver.

Publicado por Redação Nacional 

Quanto ao rótulo de “X9”, não fujo da responsabilidade. Mas não do tráfico, como alguns tentam insinuar — e sim de um sistema que mais se parece com um regime ditatorial disfarçado, onde a população é manipulada, amordaçada e perseguida sempre que ousa questionar ou lutar pelo bem coletivo de um povo sofrido e abandonado.

Não escondo de ninguém: durante anos fui apoiador e seguidor fiel do ex-prefeito Diógenes Tolentino, o famoso “Dinha”. Mas, como todo bom quebra-cabeça, uma hora as peças começam a se encaixar… E foi assim que percebi que a imagem vendida não correspondia à realidade.

Descobri, então, que o “salvador da pátria” não passava de um verdadeiro “querubim sem asas”, cercado por suas fiéis viúvas políticas — sempre prontas a defender o indefensável, ainda que isso signifique atropelar a verdade e destruir reputações.

E agora, preparem-se…

No simbólico Dia do Trabalhador, temos um retrato nada inspirador: uma família que pode ser facilmente classificada como milionária às custas do erário público.

Somados, os ganhos ultrapassam a marca dos R$ 300 mil mensais.

O patriarca, hoje Assessor Parlamentar, embolsa cerca de R$ 38 mil mensais, fora benefícios — curiosamente, valor semelhante ao de outros membros da família que também ocupam cargos públicos. A esposa é deputada, o filho secretário, e por aí vai: nora, sogra, irmãos, aliados… todos muito bem acomodados naquilo que parece mais uma “empresa familiar” do que uma estrutura pública.

Há quem diga — e o povo comenta — que a lista de nomeações é tão extensa que, se brincar, falta apenas incluir os bebês da família na folha de pagamento.

E como se não bastasse essa verdadeira “dinastia remunerada”, ainda pairam suspeitas sobre contratos milionários herdados como uma espécie de “legado administrativo”, agora nas mãos do atual prefeito Devaldo Soares, o conhecido Del do Cristo Rei, que tenta — sabe-se lá como — encontrar uma saída para o cenário que recebeu.

Enquanto isso, a cidade segue… abandonada, sofrida e esquecida.

E não se enganem: as eleições de 2026 estão logo ali. E, como de costume, o “querubim sem asas” pode bater à sua porta, com o mesmo discurso de sempre, pedindo mais uma chance.

Resta saber: o povo vai continuar acreditando… ou finalmente vai abrir os olhos?

Porque, no fim das contas, a maior tragédia não é a miséria da cidade — é a consciência vendida de quem ainda insiste em fechar os olhos para ela.

 

Por Alberto de Avellar – Dizem as más línguas que fui expulso de Simões Filho… Mas a verdade não é bem essa.

 

Nota: O conteúdo, as opiniões, expressamente Editorial e de inteira responsabilidade do autor. Podendo, não refletir a linha Editorial Redação Nacional.

 

 

Fonte: Crônicas do Bom Velhinho

 

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