Simões Filho: Dividida entre “A Arca, Crise Política” e a “Hipotrofia-Política” o saldo é negativo às lideranças e políticos


Simões Filho: O Pós-Eleições de 2024 Simões Filho, cidade localizada na Região Metropolitana de Salvador (RMS), revela um cenário de incertezas político-administrativas, causado por uma série de processos judiciais, em curso na 33ª Zona Eleitora, aliado a várias questões envolvendo a política local. Dentre os maiores desafios enfrentados, destacam-se as dúvidas quanto à legalidade das eleições de 2024 e a possível cassação da Chapa Majoritária, além do enquadramento dos vereadores eleitos pela base do governo. Neste artigo, abordaremos as consequências de tais incertezas para o município, onde aliados do ex-prefeito Dinha e do prefeito eleito Devaldo Soares, dão, aparentemente, pouca atenção às consequências da sentença que poderá alterar, significativamente, o atual quadro do poder político no Executivo e Legislativo em Simões Filho, podendo ampliar a crise de liderança que afeta o cenário político.

Situação Jurídica e os Processos Pendentes
Após as eleições de 2024, Simões Filho vive sob o peso de processos judiciais que envolvem questões de suposto, Fraude a Cota de Gênero e, AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), 0600723-81.2024.6.05.0033, acolhida pela procuradora Eleitoral,
Dra. Claudia Mª Paranhos B.Freitas. Esses processos ainda não foram definitivamente resolvidos, pois o julgamento final, pelo juiz da 33ª Zona Eleitoral, ainda não foi concluído. A principal preocupação que paira sobre a cidade é a possibilidade de cassação da chapa vencedora, formada pelo prefeito eleito Devaldo Soares (União Brasil) e sua vice, Simone, por conta de irregularidades eleitorais. Contudo, muitos políticos, tanto da base aliada quanto da oposição, consideram remota essa possibilidade e aguardam a ratificação dos resultados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
São consideradas, como punições possíveis, na sentença do julgamento, da referida Ação de Investigação Judicial Eleitoral:
a) declaração, mesmo tendo havido a proclamação dos eleitos, da “inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribuído para a prática do ato” (art. 22, XIV, LC 64/1990);
b) cominação aos envolvidos de “sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou” a prática repudiada (art. 22, XIV, LC 64/1990);
c) cassação “do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado” pelos atos ilícitos (art. 22, XIV, LC 64/1990);
d) remessa “dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para instauração de processo disciplinar, se for o caso, e de ação penal, ordenando quaisquer outras providências que a espécie comportar” (art. 22, XIV, LC 64/1990).
REALIZAÇÕES DAS ELIÇÕES
Os §§ 3º e 4º do art. 224 do Código Eleitoral, incluído pela Lei nº 13.265/2015, afirmam que:
§ 3º A decisão da Justiça Eleitoral que importe o indeferimento do registro, a cassação do diploma ou a perda do mandato de candidato eleito em pleito majoritário acarreta, após o trânsito em julgado, a realização de novas eleições, independentemente do número de votos anulados.
§ 4º A eleição a que se refere o § 3º correrá a expensas da Justiça Eleitoral e será:
I – Indireta se a vacância do cargo ocorrer a menos de seis meses do final do mandato;
II – direta, nos demais casos.
Portanto, todos os processos, em curso na Justiça Eleitoral, coloca, mesmo após a divulgação das diplomações, obedecendo os limites impostos pelo TSE, a eleição 2024, em Simões Filho, continuará SUB JUDICE, esse é o fato inconteste…
Com apoio da maioria da classe política, em Simões Filho, prefeito Devaldo Soares está, politicamente, sob a sombra, poder e “manipulação” do seu líder político, o ex-prefeito Dinha, que continua a influenciar a política da cidade, Dinha, até o momento não demonstra, publicamente, grandes temores quanto ao julgamento final, mesmo diante da possibilidade da decisão judicial de afetar a legitimidade do mandato dos eleitos.
Essa postura reflete uma tentativa de minimizar o impacto das incertezas políticas, mas também revela uma possível falta de consciência sobre a gravidade da situação. Em alguns casos, membros da base aliada consideraram abordar o tema em discussão pública, preferindo focar em outras questões políticas que consideram mais urgentes.
Contudo, essa situação de instabilidade jurídica é um reflexo do cenário político turbulento e das divisões internas que marcam a política local em Simões Filho, com indícios de estremecimento entre o “líder” Dinha, que demonstra contrariedade com algumas negativas do prefeito eleito, Del, e boa parte dos vereadores, que já sinalizaram maior independência e poder de fiscalização, além de incerteza ao apoio, nas Eleições 2028 à deputada Kátia Oliveira…
A falta de ação e de uma discussão efetiva na base do União Brasil, pode trazer consequências negativas para grupo. Se os processos judiciais realmente resultarem em uma cassação, a base aliada poderá ser pega de surpresa, terá tempo suficiente para reorganizar a base. Além disso, uma postura indiferente diante da crise pode prejudicar a adesão das forças da situação à uma nova disputa eleitoral, quem estaria apto a encabeçar uma nova Chapa-Majoritária, caso a Justiça Eleitoral convoque novas Eleições…?
Vacância de Liderança na Oposição: Hipotrofia Política
Enquanto a base aliada adota uma postura de pouca preocupação com o cenário político, a oposição enfrenta um quadro de incertezas. Percebe-se, nos bastidores, uma Vacância de Liderança, ou seja, já é identificado, como sintoma mais evidentes dessa, Hipotrofia Política, nas lideranças oposicionistas. Esse termo, que remete à perda de massa muscular, é utilizado para descrever a extensão do poder político de algumas figuras da oposição em Simões Filho.
Fatores que contribuem para a “hipotrofia política”
A “política de hipotrofia” observada na oposição tem várias causas. Um dos principais fatores é a ausência dos principais “LÍDERES”, fato já explícito em recente encontro, pelo próprio Vereador Glauber, (PT), que em público teceu críticas às estrelas da companhia. “Durante a campanha, teve liderança, que não caminhou conosco, não foi nas caminhadas, não desceu do palanque para interagir com os eleitores…” Uma outra figura de destaque, no mesmo evento afirmou, sendo aplaudido…”Não podemos brincar… Pois, eu botei a cara, subi em trio, me expus enquanto muitos brincaram de fazer política… se for para brincar, estou fora” disse de forma contundente…
Outro fator, reclamado pela base de oposição, e não menos importante, foi a falta de comunicação e interação com os candidatos, lideranças e o povão após as eleições. Segundo várias declarações após o pleito de 6 de outubro, muitos das lideranças da oposição, desapareceram, focaram em seus interesses específicos, simplesmente abandonaram seus aliados, cortando o diálogo necessário para manter a motivação, apoio popular e a própria sobrevivência… Esse corte abrupto de comunicaçãoapio gerou um déficit no orçamento político, fragilizando, caso não seja reparado o modus-operandi, ainda mais as possibilidades de recuperação da oposição em uma nova eleição.
A falta de estímulo e de um discurso consistente da oposição orientada em uma crise de motivação entre seus apoiadores. Sem ações claras e um plano de ação para se reerguer politicamente, a retomada do poder, a oposição até o momento não conseguiu se articular de maneira eficaz para reconquistar espaço na política, em Simões Filho.
Essa falência-Hipotrofia-política também é acompanhada por uma falta de recursos, que sufoca e oprime os que fazem parte da base de oposição, muitos não dispõem recursos suficientes para manter ou ampliar suas suas bases, já que segundo relatos falta-lhes o básico..
O Enfraquecimento das Lideranças
Além da “política de hipotrofia”, a oposição de Simões Filho também enfrentou o que pode ser comparada a uma “política de sarcopenia”, (*). Assim como a sarcopenia é a perda de massa muscular em função da idade, a sarcopenia política reflete o enfraquecimento das lideranças políticas ao longo do tempo. Sem a manutenção de estratégias de engajamento e apoio à base, muitas dessas lideranças começam a perder relevância e não conseguem mais manter a margem de votos dos que antes seguiam suas ideias, os números revelados pelo TRE-BA, nas Eleições 2024, reflete, negativamente, em números, o resultado desta “hipotrofia-Política”, se dada uma segunda chance, ou seja, uma NOVA ELEIÇÃO, o desafio de reorganizar a base de oposição, já terá que apresentar, desde já uma mudança de postura dos “Doutores-da-Política”.
Diante do quadro de enfraquecimento da oposição terá impacto direto nas possibilidades de equilíbrio político em Simões Filho. A falta de um contraponto forte ao grupo dos lideres Dinha-Devaldo Soares pode resultar em uma política local ainda mais polarizada, com um fortalecimento do lado da base aliada e uma oposição cada vez mais fragmentada e ineficaz. Isso também pode afetar a capacidade de fiscalização e de críticas construtivas ao governo, resultando em uma política…
O Futuro Político de Simões Filho
Simões Filho, está diretamente vinculado à decisão do Juiz Eleitoral, da 33ª Zona, o atual momento político-administrativo é de duta realidade, à todos os que foram, sumariamente, exonerados no Decreto 001/2025, para o comércio local, e todos que escolheram a cidade como porto seguro para trabalhar, viver e a custa de muito esforço estabelecer as condições de crescimento pessoal e patrimonial, está difícil, esse inicio do exercício 2025, cercado por incertezas jurídicas e pela fragilidade das lideranças políticas, tanto na base aliada quanto na oposição. a Hipotrofia, não atingiu somente os “ossos” e sim, atrofiou a todos em um cenário de insegurança e incertezas, aliada à pouca confiança da população nas decisões das autoridades judiciais diante de uma leniência e vagarosidade em decidir-se, sobre acata, ou não, as implicações constantes nas mais de 1.000 paginas dos processos em tela… À sociedade, só resta-nos, aguardar pacientemente, ou …
Em Tempo: O que é hipotrofia?
A hipotrofia é um termo médico que se refere à diminuição do tamanho ou volume de um órgão ou tecido. Essa condição pode ocorrer em diversas partes do corpo e é frequentemente associada a fatores como desnutrição, doenças crônicas ou falta de uso. Na ortopedia regenerativa, a hipotrofia é um aspecto importante a ser considerado, pois pode impactar a recuperação e a funcionalidade dos músculos e articulações.
(*)Sarcopenia: é uma doença que provoca a perda de massa muscular e força, o que pode reduzir o desempenho físico
Romário dos Santos – Editor-Chefe
Redação Nacional
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