Simões Filho: Mais uma Vez Agentes Políticos Articulam-se na Tentativa de Calar a Imprensa

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Simões Filho, cidade operária, localizada na RMS – Reegião Metropolitana de Salvador, de um povo trabalhador e historicamente resistente, vive hoje um momento político-administrativo que precisa ser observado com atenção crítica. Nos bastidores do poder, movimentos orquestrados vêm sendo articulados não para promover o bem público, mas para tentar silenciar os veículos de comunicação que se mantêm firmes em sua independência editorial — vozes que ainda ousam questionar, denunciar e revelar as entranhas de uma gestão que parece temer mais a verdade do que a própria incompetência.

Publicado por Redação Nacional.

A tentativa de calar a imprensa não é fato isolado nem novidade na história das relações de poder. Ao contrário, revela-se como uma estratégia clássica das elites políticas que, sentindo-se ameaçadas pela crítica fundamentada e pelo jornalismo ético, recorrem à coerção, ao assédio judicial, à retirada de publicidade institucional e até a campanhas de difamação para sufocar a liberdade de expressão.

Neste contexto, é impossível não retomar a crítica marxista que denuncia a permanente tensão entre as classes sociais. A imprensa livre e crítica — muitas vezes composta por trabalhadores e comunicadores de base — representa, neste cenário, a voz do proletariado, o espelho da realidade popular, o canal que expõe as contradições da classe dominante, que hoje ocupa os espaços de comando em Simões Filho.

Não há, portanto, relação de parceria, AMIZADE, entre quem noticia e quem se beneficia da estrutura de dominação. Há luta. E essa luta é, antes de tudo, uma luta de classes.

Agentes nomeados no primeiro escalão, ex-secretários, liderança empresariais demonstram, uma postura autoritária frente à imprensa independente, eles que não compreendem — ou não desejam compreender — o papel da comunicação em uma democracia. Trata-se de um projeto de poder, instalado desde 01 de janeiro de 2017, que se distanciou do interesse coletivo para operar em nome da manutenção do status quo. Ao invés de se abrir ao diálogo, opta pela intimidação. Ao invés de responder com ações concretas, responde com ameaças veladas. Uma política de blindagem, não de transparência.

A liberdade de imprensa não é um favor; é um direito constitucional. E mais: é um pilar essencial para o exercício pleno da cidadania. Quando um grupo político tenta manipular a narrativa pública e silenciar quem questiona, não agem apenas contra a mídia, mas contra todo o povo de Simões Filho, que tem o direito inalienável de ser informado com verdade, pluralidade e coragem.

Os comunicadores e veículos de mídia que resistem e seguem exercendo sua função social merecem não só respeito, mas também apoio. São, neste momento, instrumentos de denúncia, sim, mas também de resistência democrática. A história já nos ensinou que, quando o poder tenta calar vozes, é porque teme o eco da verdade. E é nesse eco que deve ressoar a força de um povo que não aceita mais ser manipulado nem explorado.

O silêncio da imprensa é o túmulo da democracia. E Simões Filho ainda quer viver. Ainda quer lutar. Ainda quer mudar.

Diante da impossibilidade de controlar os meios de comunicação independentes e do incômodo causado por pautas que expõem irregularidades, conflitos de interesse e a falta de transparência na condução da máquina pública, uma importante parcela de sustentação do governo municipal de Simões Filho tem adotado uma narrativa estratégica, porém perigosa:

Rotular como fake news tudo aquilo que não se alinha ao discurso oficial.

Trata-se de uma manobra já conhecida e amplamente utilizada por regimes autoritários, que consiste em descredibilizar a informação, não com base em evidências, mas com base na conveniência política. Pior: mesmo quando as notícias são cuidadosamente redigidas, com o devido uso de termos como “supostos”, “extraoficiais” ou “há indícios”, respeitando os princípios básicos da ética jornalística e da presunção de inocência, ainda assim são atacadas com rótulos pejorativos — numa tentativa clara de minar a credibilidade dos veículos que as publicam.

É preciso deixar claro: noticiar fatos em apuração, ainda que não confirmados oficialmente, não configura disseminação de desinformação. Ao contrário, é um serviço essencial ao interesse público, sobretudo quando tais informações podem sinalizar a atuação de órgãos de controle, como o Ministério Público, Tribunais de Contas ou até operações de polícia judiciária, que visam coibir práticas ilícitas e punir — ou absolver — os envolvidos, conforme a apuração de provas.

Ao fazer isso, a imprensa não age como julgadora, mas como alerta. Ela não acusa, mas levanta questões. Não condena, mas informa a sociedade sobre possíveis irregularidades que merecem atenção, investigação e, se for o caso, responsabilização. Este é o papel social da imprensa livre: antecipar sinais de fumaça, mesmo antes que o fogo esteja confirmado, para que os órgãos competentes façam seu trabalho com a devida diligência.

A tentativa de transformar a imprensa em inimiga da gestão pública é, na verdade, uma confissão velada de desconforto com a exposição. A cidade precisa de transparência, não de blindagem. Precisa de responsabilidade com os recursos públicos, não de manobras para ocultar os fatos. E, acima de tudo, precisa de respeito à liberdade de expressão e ao direito de cada cidadão ser informado, com clareza, responsabilidade e pluralidade.

Quando uma administração se preocupa mais em combater quem noticia do que em esclarecer o que está sendo noticiado, revela-se um projeto de poder que prefere o silêncio ao invés da verdade. Não cabe ao gestor rotular como fake aquilo que o contradiz. Cabe-lhe, sim, prestar contas, esclarecer os fatos, apresentar provas e se colocar à disposição da sociedade e dos órgãos de controle — como é exigido de qualquer agente público num estado democrático de direito.

Simões Filho não pode se tornar refém de um discurso único, controlado e imposto. A democracia exige vozes múltiplas, inclusive aquelas que incomodam. E a imprensa, enquanto cumprir seu papel com ética e responsabilidade, deve ser respeitada — jamais intimidada.

A história nos mostra que a verdade sempre encontra um caminho. E quando ela vem, não há narrativa que a detenha.

O silêncio da imprensa é o túmulo da democracia. E Simões Filho ainda quer viver. Ainda quer lutar. Ainda quer mudar

Romário dos Santos - Editor Chefe
Redação Nacional

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