Violência contra enfermagem atinge 7 em cada 10 profissionais em SP, aponta pesquisa do Coren

Sete em cada dez profissionais de enfermagem do estado de São Paulo relatam ter sofrido algum tipo de violência no ambiente de trabalho nos últimos 12 meses. O número vem de pesquisa do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, o Coren-SP, que ouviu 4.402 enfermeiros, técnicos e auxiliares entre 20 e 24 de julho.

Do total de agredidos, 41,3% afirmam ter sido vítimas mais de uma vez e 15,5% relatam agressões frequentes. O índice é menor que o de maio de 2025, quando 80,3% reportaram agressões, mas o presidente do conselho, Sergio Cleto, diz que a queda esperada era maior após as campanhas de prevenção do último ano.

O levantamento mostra que a demora no atendimento é o principal estopim, citada por 63,9% dos agredidos, seguida pela estrutura precária das instituições, com 55,1%, e pela insatisfação com a assistência, com 45,8%. Os agressores são, na maioria, pacientes, com 68,1%, familiares, com 59,6%, e acompanhantes, com 50,7%.

O tema foi debatido em audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo na última terça-feira. Tramita na casa um projeto de lei da vereadora Ana Carolina Oliveira que obriga unidades de saúde públicas, privadas e conveniadas ao SUS a adotarem políticas de prevenção e acolhimento, com botões de pânico, atendimento médico e psicológico às vítimas e treinamento das equipes em desescalada de conflitos.

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Os números da pesquisa sobre violência contra a enfermagem

Agressões
72,6% sofreram violência
41,3% mais de uma vez
15,5% com frequência
4.402 profissionais ouvidos

Motivos
Demora no atendimento: 63,9%
Estrutura precária: 55,1%
Insatisfação: 45,8%
Principais estopins citados

Agressores
Pacientes: 68,1%
Familiares: 59,6%
Acompanhantes: 50,7%
Estado tem 670 mil profissionais

Perguntas frequentes sobre violência na enfermagem

Quantos profissionais de enfermagem sofreram violência em São Paulo?

Sete em cada dez profissionais, o equivalente a 72,6% dos ouvidos, relatam ter sofrido algum tipo de violência no trabalho nos últimos 12 meses. A pesquisa do Coren-SP ouviu 4.402 enfermeiros, técnicos e auxiliares entre 20 e 24 de julho.

Quais são os principais motivos das agressões?

A demora no atendimento é o principal estopim, citada por 63,9% dos agredidos, seguida pela estrutura precária das instituições (55,1%) e pela insatisfação com a assistência (45,8%). Os agressores são, na maioria, pacientes (68,1%), familiares (59,6%) e acompanhantes (50,7%).

O que prevê o projeto de lei em tramitação na Câmara de São Paulo?

O projeto da vereadora Ana Carolina Oliveira obriga unidades de saúde públicas, privadas e conveniadas ao SUS a implementar políticas de prevenção, registro, acolhimento e resposta a violência e assédio, incluindo botões de pânico, atendimento médico e psicológico e treinamento das equipes em desescalada de conflitos.

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