SUS amplia teleatendimento contra vício em apostas para até 100 mil atendimentos por mês

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (4) a ampliação do serviço de teleatendimento do SUS para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas online. O programa, que começou em março com 600 atendimentos por mês, passará a oferecer até 100 mil teleconsultas mensais com especialistas em saúde mental. A informação foi divulgada pela Agência Brasil. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Hospital Sírio-Libanês, por meio do programa Proadi-SUS, e atende apostadores e familiares.

O atendimento é feito por videochamada, com consultas de cerca de 50 minutos, uma vez por semana, em um ciclo inicial de até dez sessões. O acesso ocorre pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio de uma conta gov.br. Na plataforma, o usuário encontra o miniaplicativo Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta, faz um autoteste e é direcionado para a plataforma AgSUS, onde inicia o acompanhamento. Todo o serviço é remoto e sigiloso, sem necessidade de comparecer a uma unidade de saúde para começar o tratamento.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que muitas pessoas deixam de procurar ajuda por vergonha ou estigma, e que o teleatendimento reduz essa barreira. O serviço funciona também como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial, que inclui UBS e CAPS, com encaminhamento para o cuidado continuado quando necessário. Dados do Ministério da Fazenda mostram que mais de um milhão de pessoas já pediram a autoexclusão do CPF nas plataformas de apostas e, entre os motivos declarados, 35% citaram a perda de controle. Durante a Copa do Mundo, entre 11 de junho e 19 de julho, foram registradas 387.645 solicitações, cerca de 38% do total.

Especialistas apontam sinais de alerta que indicam a necessidade de ajuda: alterações no sono, na alimentação e no humor, ansiedade e irritabilidade quando a pessoa não está jogando, comprometimento do orçamento e dificuldade de parar mesmo diante das consequências. O SUS oferece o tratamento gratuito e sigiloso pela via digital, e quem precisar também pode procurar diretamente uma UBS ou um CAPS. A ampliação para 100 mil atendimentos mensais é parte do esforço do governo para enfrentar o impacto das apostas online na saúde pública brasileira.

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Linha do tempo do programa

março
serviço começa com 600 atendimentos mensais
parceria entre Proadi-SUS e Hospital Sírio-Libanês

11 de junho a 19 de julho
Copa do Mundo registra 387.645 pedidos de autoexclusão
cerca de 38% de todas as solicitações

4 de agosto
Ministério anuncia ampliação para 100 mil teleconsultas
atendimento com especialistas em saúde mental

mais de 1 milhão de pedidos
autoexclusão do CPF nas plataformas de apostas
35% citaram perda de controle como motivo

Perguntas frequentes sobre o teleatendimento do SUS

Como funciona o teleatendimento do SUS contra o vício em apostas?

Consultas por videochamada de cerca de 50 minutos, uma vez por semana, em ciclo inicial de até dez sessões, com atendimento remoto e sigiloso.

Como ter acesso ao serviço?

Pelo aplicativo Meu SUS Digital, com conta gov.br, no miniaplicativo Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta, com autoteste e direcionamento para a plataforma AgSUS.

Quem pode ser atendido?

Apostadores e familiares. O serviço é sigiloso e funciona como porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial, com encaminhamento para UBS e CAPS.

O que é a autoexclusão do CPF?

É o pedido para bloquear o CPF nas plataformas de apostas. Mais de um milhão de pessoas já pediram e 35% citaram perda de controle como motivo.

Quais sinais indicam que alguém precisa de ajuda?

Alterações no sono, na alimentação e no humor, ansiedade e irritabilidade quando não está jogando, comprometimento do orçamento e dificuldade de parar.

Saúde - Redação Nacional