Ceará Credi: Programa de Microcrédito Produtivo busca oferece inclusão financeira para micro e pequenos negócios

Em sua primeira vez à frente da presidência do G20, o Brasil tem a oportunidade de compartilhar experiências bem-sucedidas com representantes das maiores economias globais. O Ceará é um dos estados brasileiros que receberão reuniões dos Grupos Temáticos (GT) de Arquitetura Financeira, Educação e Emprego, além da reunião da Parceria Global para Inclusão Financeira.

Entre os assuntos prioritários a serem discutidos na capital cearense, temáticas como a promoção da inclusão financeira de micro empreendedores e o acesso ao sistema financeiro deverão compor parte dos debates. O Governo do Ceará é um dos agentes que possuem políticas públicas exitosas a serem compartilhadas com os demais membros do G20. Iniciado ainda no período da pandemia de Covid-19, o Programa de Microcrédito Produtivo (Ceará Credi) é uma iniciativa que já oportunizou mais de R$ 176 milhões em créditos, a juros baixos, para mais de 71 mil micros e pequenos empreendedores cearenses.

O grande diferencial do Ceará Credi é que ele é uma política pública de inclusão produtiva e financeira, lastreada por um fundo público vinculado à Secretaria do Trabalho (SET) e com foco na abertura ou fortalecimento de pequenos negócios da economia popular e solidária. O programa proporciona condições de ofertar crédito com juros mais reduzidos, além de garantir ao Estado a captação de recursos externos.

“Além de ser uma política pública que viabiliza uma busca ativa do Estado para inclusão de pessoas mais vulneráveis, o Ceará Credi adota uma metodologia do crédito orientado, que dialoga, capacita e modela a operação de crédito de acordo com a necessidade e capacidade do empreendedor. O programa oferta produtos com bases e condições mais favoráveis do que as do mercado financeiro e concede bônus de adimplência para determinados públicos prioritários. Além de oportunizar crédito para novos negócios, o Ceará Credi também oportuniza o financiamento de grupos produtivos solidários”, explica Silvana Parente, diretora de Economia Popular e Solidária da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), responsável pelo desenho e coordenação do programa.

INCLUSÃO FINANCEIRA

Jéssica Alves é uma das pessoas que teve no Ceará Credi a oportunidade de acessar um financiamento para retomar o seu próprio negócio. Em 2022, a empreendedora foi apresentada ao programa por meio da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Coispe) da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP). “Tive um problema com a justiça e precisei parar com as minhas vendas. Porque não tinha como pagar advogado e continuar com o negócio. Como eu estava sem nada, o empréstimo foi a única maneira que tive para poder investir tudo de novo”, conta a empreendedora.

Mãe de duas meninas, Jéssica sustenta a família com o dinheiro do Programa Bolsa Família e das vendas geradas pelo seu negócio. “Com o crédito (do Ceará Credi), pude retomar as minhas vendas e diversificar meu negócio com a compra de novos produtos. Além dos cosméticos, passei a vender roupas, calcinhas e sutiãs”, explica. Em abril deste ano, Jéssica teve acesso ao seu segundo empréstimo pelo programa.

CAPACITAÇÃO

O Ceará Credi possui um recorte prioritário de atendimento voltado para mulheres chefes de família, egressos do sistema prisional, pessoas com deficiência, cooperativas de agricultores familiares, entre outros. Em quase três anos de operações, 69% do público atendido pelo programa são mulheres, das quais 56% são mulheres chefes de família.

Além disso, o Ceará Credi também disponibiliza de capacitações online, com linguagem simples e lúdica para que os empreendedores possam gerenciar de forma sustentável seus negócios. A trilha de capacitação desenvolvida pelo Ceará Credi faz parte de uma estratégia de inclusão produtiva no Estado. Até março deste ano, mais de 38 mil clientes atendidos pelo Ceará Credi realizaram cursos de gestão empreendedora e educação financeira.

“O acesso à capacitação possibilita melhorias na gestão do negócio e a sustentabilidade ao longo do tempo. Juntando isso à renovação de novos empréstimos, esses empreendimentos vão crescer e, somando-se a outras políticas públicas, irão gerar ocupação e renda para esses empreendedores a saírem extrema pobreza”, explica o presidente da Adece, Danilo Serpa.

Para Jéssica, a capacitação ofertada pelo programa serviu para aprimorar o processo de gestão do seu negócio. “Eu sempre vendia fiado e o pessoal me pagava como bem queria. Com o último curso que eu fiz, aprendi muito sobre esse processo. Hoje, ou o cliente me paga passando na máquina ou dá uma entrada e paga o restante com 15 ou 20 dias”, comenta a empreendedora.

CEARÁ RECEBE O G20

O Ceará vai receber encontros do G20 nos meses de junho, julho e outubro. Ao todo, Fortaleza receberá 13 reuniões dos Grupos Temáticos (GT) de Arquitetura Financeira, Educação e Emprego, além da reunião da Parceria Global para Inclusão Financeira.

Nesse período, o Ceará receberá também duas Reuniões Ministeriais. Em julho, nos dias 25 e 26 Ministros do Trabalho e Emprego de todos os países que formam o bloco estarão reunidos aqui. Em outubro, encerrando a série de encontros do G20 no Ceará, nos dias 30 e 31, está agendada a reunião Ministerial da Educação.

Fonte: MF – Governo Federal

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