Chuva forte volta a alagar ruas de Simões Filho e população questiona abandono do poder público
Na manhã desta segunda-feira (5), a cidade de Simões Filho, situada na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e considerada a sétima maior economia da Bahia, voltou a registrar graves transtornos causados pela forte chuva que atingiu o município durante o feriado prolongado. A água acumulada em diversas vias públicas escancarou, mais uma vez, a falta de estrutura de saneamento básico e escoamento pluvial, afetando diretamente a mobilidade, a segurança e a dignidade dos moradores.
Publicado por Redação Nacional | Simões Filho, RMS – 05 de maio de 2025
Um vídeo enviado à equipe de Jornalismo da Redação Nacional por uma moradora da Rua Tiradentes, viralisou nas redes sociais. Nele, ela faz um emocionado desabafo, enquanto filma a água tomando conta da porta de sua residência:
“Não tenho como sair de casa… Já perdi móveis com a enchente passada, agora mais essa. A gente paga imposto pra viver assim?”, denuncia a moradora, visivelmente abalada.
Problema persiste
Apesar das recorrentes promessas do Executivo Municipal, desde a administração “Boa Terra Boa Gente” do ex-prefeito Dinha, os problemas com alagamentos persistem. A ausência de investimentos concretos na ampliação da rede de captação de águas pluviais e a ineficiência na limpeza das vias e canais agravam o cenário a cada nova chuva. Ruas continuam sem drenagem adequada, córregos permanecem assoreados e a SEINFRA (Secretaria de Infraestrutura) mantém-se ineficiente para resolver e amenizar o sofrimento da população.
O secretário de Infraestrutura, Gabriel Marques, é alvo de severas críticas por parte dos moradores e líderes comunitários. “A SEINFRA assiste de camarote o caos. Falta ação, falta presença. E o povo sofre”, relatou um comerciante da Avenida Elmo Serejo.
Até quando?
A pergunta que ecoa entre os cidadãos é uma só: até quando a população de Simões Filho continuará refém das inundações e prejuízos causados pela omissão da gestão pública municipal?
As imagens registradas nos bairros Ponto Parada, Cia 1, Góes Calmon e Santa Rosa mostram não só ruas alagadas, mas também vidas comprometidas. Pessoas que não conseguem trabalhar, crianças que não conseguem ir à escola e famílias inteiras que perdem bens materiais conquistados com sacrifício.
“Aliança Pela Nossa Gente”
Os problemas na área de infraestrutura urbana têm gerado desgaste político à gestão do prefeito Del do Cristo Rei. O slogan “Uma Aliança pela Nossa Gente“, que simbolizava seus primeiros 4 anos a frente do Executivo, com um pacto por melhorias sociais e estruturais, apesar do argumento de “Herança Maldta”, herdado do seu líder político, ex-prefeito, Dinha, já esgota-se, como argumento no atual estágio do mandato e ja passa a sofrer questionamentos dos vereadores e cidadãos que se sentem abandonados.
“Essa ‘aliança’ só aparece em placas e propagandas. Na prática, o que temos é lama, abandono e indignação”, afirmou uma moradora do parque Continental, falando ao Redação Nacional…
Falta de planejamento e transparência
Moradores e especialistas criticam também a falta de transparência nos gastos com obras públicas, e cobram da Prefeitura e da SEINFRA um plano de drenagem urbano eficaz, com prazos, metas e fiscalização de obras. “Não se trata apenas de resolver o problema. É preciso impedir que ele se repita”, argumenta o engenheiro civil aposentado e morador de Simões Filho, Paulo Barreto.
Enquanto isso, as chuvas seguem previstas para os próximos dias. E com elas, o medo, a revolta e a sensação de abandono permanecem no cotidiano da população.
Fonte: Redação Nacional – Vídeo, compartilhado com o Redação.
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