A “Reunião” que virou Censo de Emergência
Relatos encaminhados à nossa equipe de reportagem detalham um modus operandi no mínimo questionável por
parte da Secretária de Educação, a Profa. Heliene Mota. Servidores lotados na pasta afirmam estar sendo convocados para supostas reuniões de trabalho. No entanto, ao chegarem ao local, o cenário é outro: em vez de pautas pedagógicas ou administrativas, os funcionários são confrontados com a obrigatoriedade de preencher fichas detalhadas com Nome, RG, CPF e função.
A prática, que tem circulado em vídeos de denúncia nas redes sociais e já é objeto de atenção junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), sugere uma tentativa de montagem de um banco de dados em caráter de urgência.
O tom crítico se impõe: Por que uma secretaria, que deveria deter o controle rigoroso de seu quadro de pessoal, precisa realizar convocações presenciais sob outros pretextos para identificar quem é, de fato, de carne e osso?
A Sombra dos “Fantasmas”
A hipótese que ganha força nos bastidores políticos e entre a população é a de que a gestão municipal esteja correndo contra o tempo para identificar o “contingente real” de servidores. A confirmação de tais práticas exporia uma fragilidade administrativa imperdoável: a utilização de recursos públicos para custear nomes que existem apenas no papel — os famigerados funcionários fantasmas.
Se a SEMED precisa de uma “chamada oral” para saber quem trabalha, fica evidente que o controle de frequência e a gestão de recursos humanos da pasta operam no escuro.O
OUTRO LADO
Em respeito ao princípio do contraditório e da ética jornalística, a Equipe de Jornalismo, Redação Nacional, encaminhou formalmente o teor desta matéria à Profa. Heliene Mota, solicitando o posicionamento oficial da SEMED sobre a finalidade dessas coletas de dados e as denúncias de irregularidades na folha de pagamento. Até o fechamento desta edição, não houve resposta.
Análise: Educação não admite improviso
Repensar a educação em Simões Filho não é apenas uma necessidade pedagógica, é um imperativo ético. Quando a gestão educacional de uma cidade se torna alvo de investigações por suspeitas de drenagem de dinheiro público através de folhas infladas, quem perde não é apenas o erário, mas o futuro de milhares de jovens que dependem de cada centavo bem aplicado.
O silêncio das autoridades e a coleta improvisada de dados apenas alimentam a desconfiança de uma cidade que exige, acima de tudo, respeito ao seu patrimônio e à sua dignidade.
Repensar é preciso, Simões Filho merece transparência administrativa . A Educação exige verdade.







