Diagnosticada aos 24 anos com doença rara que imita o Parkinson, jovem compartilha rotina para ajudar outros pacientes
Maria Teresa tinha 24 anos quando começou a sentir os primeiros sintomas: tremores, rigidez muscular e dificuldade para se movimentar, sinais que pareciam uma doença de idosos. Depois de meses de consultas e exames, veio o diagnóstico de uma síndrome rara que imita o Parkinson. Hoje, aos 28 anos, ela compartilha a rotina com a doença nas redes sociais para ajudar outras pessoas que passam pela mesma situação e enfrentam a demora para descobrir o que têm.
O caso de Maria Teresa não é isolado. As chamadas síndromes parkinsonianas são um grupo de doenças neurológicas que apresentam sintomas parecidos com o Parkinson, como tremores, lentidão e rigidez, mas com causas e evoluções diferentes. Por isso, o diagnóstico costuma ser desafiador e pode levar anos, principalmente quando os sintomas aparecem em pessoas jovens, faixa etária em que essas condições são ainda mais raras.
Quais são os sinais de alerta
Entre os sinais de alerta estão tremores em repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos, alterações na marcha, mudanças no sono e até perda do olfato. Especialistas recomendam que, diante de sintomas persistentes, a pessoa procure um neurologista, de preferência especializado em distúrbios do movimento. O diagnóstico é essencialmente clínico e pode contar com exames de imagem para descartar outras causas.
Tratamento e qualidade de vida
Apesar do impacto, muitas pessoas com essas condições mantêm vida ativa por anos com acompanhamento multidisciplinar, que envolve neurologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicológico. O diagnóstico precoce faz diferença na qualidade de vida. A história de Maria Teresa mostra também o papel das redes sociais como ferramenta de acolhimento e informação para quem convive com doenças raras no Brasil.
Perguntas frequentes
O que é uma síndrome parkinsoniana?
São doenças neurológicas raras que apresentam sintomas parecidos com o Parkinson, como tremores, rigidez e lentidão dos movimentos, mas com causas e evolução diferentes da doença clássica.
Quais são os primeiros sintomas?
Os sintomas mais comuns são tremor em repouso, rigidez muscular, lentidão dos movimentos, alterações na marcha, distúrbios do sono e perda do olfato.
Doenças raras que imitam o Parkinson atingem jovens?
Sim, embora sejam raras. O caso de Maria Teresa, diagnosticada aos 24 anos, mostra que essas condições também podem surgir em idade jovem, o que costuma atrasar o diagnóstico.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é essencialmente clínico, feito por um neurologista com base nos sintomas e na história do paciente. Exames de imagem ajudam a descartar outras causas.
Existe tratamento?
Não há cura, mas o tratamento multidisciplinar com neurologia, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico ajuda a controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.
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