Publicado por Redação Nacional

Legislativo – Simões Filho – Bahia
Em pauta, o polêmico Projeto de Lei nº 026/2025, que autoriza o Poder Executivo a contratar um empréstimo externo de 75 milhões de dólares junto à Corporação Andina de Fomento (CAF).
A Cifra do Milhão: O impacto real no bolso do cidadão
Embora o número “75 Milhões ” pareça modesto isoladamente, a conversão para a realidade brasileira é alarmante. Com o dólar orbitando a casa dos R$ 5,82 (cotação de hoje), estamos falando de um endividamento que saltará para a casa dos R$ 393 Milhões de Reais — montante que irá variar drasticamente ao sabor das instabilidades políticas e do câmbio internacional.
Herança de Empréstimos: Até onde vai o fôlego?
O ponto mais sensível da crítica reside no histórico recente. Durante a gestão do ex-prefeito Dinha, Simões Filho acumulou uma série de operações de crédito que já comprometeram fatias importantes de receitas fundamentais, como o FPM, ISS e ICMS.

O novo projeto, fundamentado no ambicioso programa “Simões Filho 100 – Desenvolvimento Urbano Integrado”, promete soluções estruturais. No entanto, o preço dessa “solução” é o oferecimento de receitas constitucionalmente prescritas como contra-garantia, conforme o art. 167, §4º da Constituição Federal. Na prática, o município está empenhando o pão de amanhã para pagar o asfalto de hoje.
O Peso do Voto: Responsabilidade ou Submissão?
A pergunta que ecoa nos bastidores políticos, em Simões Filho é: qual será a postura dos vereadores? Votar a favor do PL 026/2025 não é apenas apoiar obras de infraestrutura, mas dar o aval para um endividamento em moeda estrangeira que expõe Simões Filho aos riscos do mercado global.
Os críticos alertam para o “efeito bola de neve”: se a arrecadação cair ou o dólar disparar, serviços essenciais podem ser sacrificados para honrar os compromissos com a CAF.
Conclusão
O Executivo alega necessidade de investimento para o progresso. A oposição e técnicos em finanças alertam para a asfixia fiscal. Amanhã, cada parlamentar registrará não apenas um voto, mas sua assinatura na fatura que as próximas gerações de simões-filhenses terão que pagar. O “Simões Filho 100” chegará ao centenário como uma cidade desenvolvida ou como uma cidade insolvente?









