Dívida em Dólar: Vereadores de decidirão, amanhã, o futuro fiscal das próximas gerações 

Próxima sexta, 20 , o plenário da Câmara Municipal de Simões Filho não será apenas palco de mais uma Sessão Extraordinária; será o palco e cenário de uma votação plenária que poderá comprometer as finanças do município pelas próximas gerações.

Publicado por Redação Nacional

Legislativo – Simões Filho – Bahia

Em pauta, o polêmico Projeto de Lei nº 026/2025, que autoriza o Poder Executivo a contratar um empréstimo externo de 75 milhões de dólares junto à Corporação Andina de Fomento (CAF).

A Cifra do Milhão: O impacto real no bolso do cidadão

Embora o número “75 Milhões ” pareça modesto isoladamente, a conversão para a realidade brasileira é alarmante. Com o dólar orbitando a casa dos R$ 5,82 (cotação de hoje), estamos falando de um endividamento que saltará para a casa dos R$ 393 Milhões de Reais — montante que irá variar drasticamente ao sabor das instabilidades políticas e do câmbio internacional.

Herança de Empréstimos: Até onde vai o fôlego?

O ponto mais sensível da crítica reside no histórico recente. Durante a gestão do ex-prefeito Dinha, Simões Filho acumulou uma série de operações de crédito que já comprometeram fatias importantes de receitas fundamentais, como o FPM, ISS e ICMS.

O novo projeto, fundamentado no ambicioso programa “Simões Filho 100 – Desenvolvimento Urbano Integrado”, promete soluções estruturais. No entanto, o preço dessa “solução” é o oferecimento de receitas constitucionalmente prescritas como contra-garantia, conforme o art. 167, §4º da Constituição Federal. Na prática, o município está empenhando o pão de amanhã para pagar o asfalto de hoje.

O Peso do Voto: Responsabilidade ou Submissão?

A pergunta que ecoa nos bastidores políticos, em Simões Filho é: qual será a postura dos vereadores? Votar a favor do PL 026/2025 não é apenas apoiar obras de infraestrutura, mas dar o aval para um endividamento em moeda estrangeira que expõe Simões Filho aos riscos do mercado global.

Os críticos alertam para o “efeito bola de neve”: se a arrecadação cair ou o dólar disparar, serviços essenciais podem ser sacrificados para honrar os compromissos com a CAF.

Conclusão 

O Executivo alega necessidade de investimento para o progresso. A oposição e técnicos em finanças alertam para a asfixia fiscal. Amanhã, cada parlamentar registrará não apenas um voto, mas sua assinatura na fatura que as próximas gerações de simões-filhenses terão que pagar. O “Simões Filho 100” chegará ao centenário como uma cidade desenvolvida ou como uma cidade insolvente?

As fotos, foi a propagada  promessa da nova rodoviária, de Simões Filho, houve operação de crédito, foram “GASTOS” mais de Oito Milhões de Reais e após 2 anos, existe no local um canteiro de obras fantasma…

Fonte:Redação Nacional

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