EFEITO DOMINÓ: Crise na prestação de contas das Eleições 2024 atinge Avante e MDB em Simões Filho


A crise institucional que assombra as candidaturas de oposição em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, ganhou novos e preocupantes capítulos. O que parecia ser um problema isolado de algumas siglas da coligação “Pra Simões Filho Voltar a Crescer” revelou-se um problema sistêmico que agora atinge ex-candidatos do Avante e do MDB, conforme informações exclusivas obtidas pelos bastidores do Redação Nacional.

Publicado por Redação Nacional
O clima é de apreensão total. Candidatas e candidatos que emprestaram seus nomes e esforços para a disputa municipal agora descobrem que a negligência administrativa pode custar muito mais caro do que a derrota nas urnas: o risco de se tornarem “fantasmas” políticos e civis perante a Justiça Eleitoral.
O “Pente Fino” do TSE: Multas e Inelegibilidade
Diferente do que muitos acreditavam, a falta de prestação de contas não é uma pendência que se resolve apenas com o tempo. Segundo as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para 2024, as consequências são severas e imediatas:
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Impedimento de Quitação Eleitoral: O candidato que não presta contas fica impedido de obter a certidão de quitação eleitoral até o final da legislatura (2028). Sem ela, não é possível votar, ser votado, emitir passaporte ou assumir cargos públicos.
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Inelegibilidade: A rejeição das contas ou a declaração de “contas não prestadas” pode fundamentar processos que resultam na inelegibilidade por 8 anos, caso seja configurado abuso de poder econômico ou infração grave.
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Pesadas Multas: O TSE pode estabelecer sanções pecuniárias que chegam a 100% do valor dos recursos de origem não identificada ou gastos acima do limite permitido.
A Responsabilidade dos Diretórios
Nos bastidores, a reclamação é unânime: a promessa de uma estrutura contábil unificada feita pela Chapa Majoritária falhou na execução. Enquanto o PSB já havia sido alvo de críticas, a entrada de nomes do MDB e Avante na lista de “pendentes” mostra que o descaso atravessou as barreiras partidárias da coligação.
A inércia dos presidentes de diretórios em coletar documentos e cumprir os prazos do TRE-BA agora empurra as candidatas e candidatos para uma corrida contra o tempo. Muitos estão buscando advogados particulares para tentar a “Regularização de Omissão”, um processo complexo que, se não for feito com precisão, pode não livrar o político das sanções.
Repensar é Preciso
O cenário em Simões Filho serve como um alerta amargo: política não se faz apenas com comícios e promessas, mas com responsabilidade jurídica. O uso de candidaturas — especialmente as femininas — para o cumprimento de cotas, sem o devido amparo legal pós-eleição, é um desrespeito à democracia.
A equipe de jornalismo do Redação Nacional segue apurando os nomes das lideranças que estão sob risco direto e trará, em breve, atualizações sobre o desenrolar desse processo na Justiça Eleitoral.
Presidentes de Diretórios, o tempo urge. O prejuízo para o cidadão que se candidatou é real e imediato, e em 2028, haverá a necessidade de manutenção do quadro de filiados para as Eleições 2028, quem ousará passar por novos perrengues…?
Fonte: Redação Nacional
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