A cidade de Simões Filho, na RMS – Região Metropolitana de Salvador, foi palco de mais uma ação política comanda pelo Prefeito Dinha, Deputada Kátia Oliveira e seu grupo político.
Evento, realizado no último dia 02/10, “Comício da Vitória”, no perímetro do Centro de
Abastecimento e Serviços Jeová Jireh, tinha como objetivo “fechar” com grande ato político a campanha da Chapa Majoritária, escolhida através de chamado DIVINO, pelo prefeito Dinha, para demonstração de força política ao seu guru ACM Neto, Deputado Federal Paulo Azzi e Bruno Reis, prefeito de Salvador.
Porém, faltou combinar com a massa, o povão, incluindo os funcionários efetivos, cargos comissionados… A presença de público ficou muito, muito abaixo da expectativa menos otimistas, alguns alegam que a obrigatoriedade, o medo, das ameaças de exonerações, acabou. Tudo por conta da Lei 9.504/1997, determinando limites e prazos para exonerações…
A decepção de ACM Neto com a baixa mobilização é um sinal claro de que as promessas e esperanças não estão se refletindo nas ruas. Sua tentativa de elevar o ânimo da plateia, somada à omissão do nome de Devaldo Soares por Bruno Reis, levanta questões sobre a real conexão dos candidatos com o eleitorado.
Essa situação sugere que os dados da pesquisa do Painel Brasil, apontando 61% das intenções de votos, para Del do Cristo Rei, e censurados pela Justiça, não retratam a realidade, mas sim uma narrativa desconectada do que realmente pensa a população. A falta de menção ao candidato a prefeito pode ser um indicativo de que até mesmo os aliados estão cientes do desafio que ele enfrenta. Para os líderes políticos, esse é um momento crítico: entender e adaptar-se ao verdadeiro sentimento da comunidade pode ser o diferencial para conquistar a confiança e, em última instância, a vitória nas eleições.
A mobilização política, em Simões Filho, liderada pelo Prefeito Dinha e sua base, leva a crer que passa por uma desconexão entre a elite política e a população.
Além disso, a presença de figuras como ACM Neto e Bruno Reis, embora simbolicamente significativa, não substitui a falta de engajamento popular. A verdadeira força de um comício reside na mobilização e na motivação dos cidadãos, e a fraca adesão indica que a estratégia política pode estar se tornando obsoleta.
A desconexão entre os líderes e a base sugere uma crise de legitimidade, que pode ser mais profunda do que se imagina. Para reverter essa situação, é fundamental que os líderes locais busquem um diálogo genuíno com a comunidade, ouvindo suas demandas e preocupações. Somente assim, poderão não apenas garantir a vitória nas urnas, mas também a confiança e o apoio de uma população que, até agora, parece estar à margem desse jogo político.
Essa realidade expõe a fragilidade do suporte político, especialmente em um momento em que a Lei 9.504/1997 limita, e proíbe que sejam concretizadas as ameaças de exoneraçõe. Para que o evento realmente representasse um clima de vitória, seria essencial propostas que atenuasse as preocupações e anseios da população, e não iludir a população ao reunir figuras com pouca, ou nenhuma, ligação com a coletividade.





