Ex-presidente Andrés Sanchez é expulso do quadro de sócios do Corinthians

SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA: Andrés Sanchez está expulso do Corinthians. O ex-presidente foi excluído do quadro associativo do clube após votação realizada no Conselho Deliberativo na noite desta segunda-feira. O pleito ocorreu de forma nominal e aberta no Parque São Jorge.

Publicado por Redação

Andrés Sanchez foi expulso do quadro de associados do Corinthians pelo uso irregular do cartão corporativo do clube para gastos pessoais durante sua última gestão, entre 2018 e 2020.A expulsão segue a recomendação final da Comissão de Ética do Corinthians, cujo parecer final foi feito por Leonardo Pantaleão, que assumiu interinamente a presidência do Conselho Deliberativo após o afastamento provisório de Romeu Tuma Júnior.

A sessão no Parque São Jorge teve início com a leitura do parecer final da Comissão de Ética. Durante a ação, o conselheiro e ex-presidente do clube, Mário Gobbi, chegou a pedir a votação secreta e sugeriu a suspensão de Andrés em vez da expulsão. Os pedidos foram negados por Leonardo Pantaleão. Em certo momento, o vice-presidente atual do Corinthians, Armando Mendonça, tentou acompanhar a reunião, mas foi convidado a se retirar, já que faz parte da diretoria executiva.

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Depois disso, a defesa de Andrés Sanchez teve espaço para se manifestar. O ex-presidente, que cumpre medida cautelar, não esteve presente. Após a sequência de ritos, o pleito enfim foi iniciado no Parque São Jorge.

Internamente, o tema era tratado como um dos mais delicados dos últimos anos no Parque São Jorge, principalmente pelo peso político de Andrés Sanchez na história recente do clube. O ex-dirigente presidiu o Corinthians em diferentes períodos e segue sendo uma das figuras mais influentes da política corintiana.

Após o resultado final, as organizadas do Corinthians, que se manifestaram antes da votação em ato pacífico nos arredores do Parque São Jorge, comemoraram muito a exclusão de Andrés.

RELEMBRE O CASO

Conforme revelou a Gazeta Esportiva, a Comissão de Justiça do Corinthians identificou uma série de gastos considerados suspeitos durante o último mandato de Andrés Sanchez (2018-2020) que não teriam relação com os compromissos de um presidente.

O órgão listou, a princípio, 50 despesas, com identificação de locais e valores que, somados, chegam a R$ 190.523,54. Entre as principais cobranças separadas e revistas pela CJ, estão despesas com hospitais, clínicas e farmácias, em lojas de móveis e eletrônicos, além de custos com uma empresa de táxi aéreo e centros automotivos.

Os membros da Comissão de Justiça do Corinthians entendem que não há nenhum tipo de comprovação de que tais compras foram feitas para uso do clube ou necessidade do mandatário. As despesas ainda não possuem nenhum tipo de comprovante anexado.

DENÚNCIAS DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Andrés Sanchez também foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) duas vezes. A primeira denúncia foi por apropriação indébita agravada continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário. Por conta dos juros e da correção monetária, o MP-SP cobrou o ressarcimento em mais de R$ 480 mil. Além disso, a promotoria também havia exigido o pagamento de R$ 360 mil (75% do valor total) de cada um, por danos morais e materiais ao clube.

A denúncia, porém, foi parcialmente rejeitada pela juíza da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Marcia Mayumi Okoda Oshira. O MP-SP, por meio do promotor Cássio Roberto Conserino, recorreu da decisão. Diante disso, a magistrada determinou a suspensão da decisão favorável ao ex-presidente do Timão e repassou o caso ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Posteriormente, Andrés foi novamente denunciado, desta vez por lavagem de dinheiro e crimes tributários. O MP cobrou, ainda, um novo ressarcimento financeiro ao clube do Parque São Jorge. A nova denúncia do órgão foi referente a supostos gastos pessoais do ex-presidente no cartão corporativo do Corinthians entre os meses de agosto e setembro de 2020, seu último ano de gestão.

A juíza Marcia Mayumi Okoda Oshira, no entanto, rejeitou as denúncias. A magistrada entendeu que “não havia justa causa” para a abertura de uma ação penal. O MP-SP, por sua vez, entrou com recurso e pediu a anulação da decisão. Vale lembrar que a acusação de apropriação indébita, referente à primeira denúncia, ainda não foi descartada e está sendo investigada pela vara criminal comum.

 

 

Fonte: Gazeta Esportiva
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