Juventude, empata na estreia, com boa impressão e poder de reação no retorno à série A

Brasileirão 2024: Os três pontos não vieram, mas a estreia do Juventude no Brasileirão deu motivos para o torcedor ter confiança. Longe dos seus domínios, os comandados de Roger Machado demonstraram personalidade e poder de reação. Depois de sair atrás do marcador e perder sua principal referência no ataque por lesão, o centroavante Gilberto, o time gaúcho persistiu e chegou ao 1 a 1 com o Criciúma, no Heriberto Hulse.

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O técnico alviverde surpreendeu na formação. Como forma de espelhar o adversário, apostou na presença de Nenê e Jean Carlos juntos no meio. Mesmo fora de casa, a escolha proporcionou ao Ju controle da posse de bola e construção com pequenas triangulações. A opção se mostrou correta logo nos minutos iniciais com boas chances desperdiçadas por Lucas Barbosa e Gilberto.

Porém, o bom desempenho foi colocado em xeque. Logo aos 18 minutos, Gilberto, após ter finalização defendida pelo goleiro adversário, sentiu um desconforto muscular e precisou ser substituído. Para o seu lugar, Roger optou pela entrada de Erick Farias.

A mudança fez com que o jogo ficasse mais equilibrado, o que foi suficiente para alterar o marcador. O Criciúma começou a encontrar espaços na defesa alviverde, principalmente, com o uso de inversões. Aos 35 minutos, Renato Kayzer ficou livre na pequena área e abriu o placar.

Apesar da ducha de água fria, o gol sofrido não desesperou em nada o Papo que seguiu na mesma toada. Mesmo com o crescimento do adversário, foram, pelo menos, mais duas boas oportunidades criadas, que poderiam igualar o placar.

Nenê foi titular do Juventude no retorno à elite — Foto: Fernando Alves/Juventude

Nenê é titular do Juventude no retorno à elite — Foto: Fernando Alves/Juventude

A persistência do Juventude deu resultado no segundo tempo com uma atuação ainda mais consistente. O time sofreu pouco atrás e produziu ofensivamente. Mesmo com o bom desempenho dos dois meias, o empate veio a partir da alteração de esquema com a saída de Nenê. Com Jean centralizado, o meia teve espaço para finalizar da entrada da área e garantir um ponto ao alviverde.

– No segundo tempo a gente jogou o nosso futebol, colocamos a bola no chão e assim, é claro que a gente quer ganhar todos os jogos, a sensação era que dava para ganhar, mas eu acho que a gente sai daqui contente com esse ponto porque é um adversário muito qualificado – analisou o goleiro Gabriel.

Com o ponto somado, é possível elencar diversos motivos para entender como boa a largada do Ju na Série A. A equipe superou a lesão de Gilberto, produziu chances de gol, não abriu mão da forma de atuar, com construção desde os zagueiros, aproximação e ataque ao espaço.

Marcelinho e Jean Carlos comemoram gol do Juventude — Foto: Fernando Alves/ECJ

Marcelinho e Jean Carlos comemoram gol do Juventude — Foto: Fernando Alves/ECJ

No fim das contas, a fala do volante Jadson na zona mista do Heriberto Hulse resume como foi o desempenho do time em Criciúma.

– Num campeonato tão difícil e tão longo como a série A precisa pontuar. A gente fez o primeiro tempo aquém do que a gente esperava. A gente demorou para encaixar um pouco a marcação e o campo também dificultava. O time deles também é técnico, mas no final das contas a gente igualou na competitividade e na luta. A gente conseguiu empatar e isso que importa. Precisamos caprichar mais no último terço do campo. A gente batalhou e neutralizou os pontos fortes deles, mas a gente precisa caprichar um pouco mais – resumiu Jadson.

As estatísticas do jogo também apontam um caminho interessante para o Juventude. Em pleno Heriberto Hulse, o time de Roger foi quem mais finalizou: 15 contra 10. A bola também esteve por mais tempo nos pés dos atletas do Papo. A primeira amostra empolga e dá confiança, mas é preciso evoluir para encarar os times mais fortes da competição.

Fonte: GE

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