Mitos e verdades sobre a Copa do Mundo 2026: o que o novo formato realmente revelou
A Copa do Mundo de 2026 chega ao fim no domingo (19) com a final entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e já é possível separar os mitos das verdades sobre o primeiro Mundial com 48 seleções e três países-sede. O torneio, que começou em 11 de junho no Estádio Azteca, no México, teve 104 jogos disputados entre Canadá, Estados Unidos e México, e as semifinais confirmaram o favoritismo das potências tradicionais: Espanha (2 a 0 sobre a França) e Argentina (2 a 1 sobre a Inglaterra).
Um dos principais mitos que circulavam antes da bola rolar era de que a expansão para 48 seleções reduziria o nível técnico da competição. A verdade, no entanto, é que o novo formato trouxe mais jogos sem comprometer a qualidade nas fases decisivas. As quatro semifinalistas foram Espanha (campeã europeia), Argentina (atual campeã mundial), França e Inglaterra — todas potências históricas do futebol. O formato de 12 grupos com quatro equipes e a nova fase de 16-avos de final proporcionaram zebras pontuais, como a eliminação do Brasil, mas mantiveram as seleções de elite nas fases finais.
Outro mito recorrente era de que o Brasil, por estar em um Grupo C teoricamente acessível, chegaria longe na competição. A verdade é que a seleção brasileira caiu nas oitavas de final ao perder para a Noruega por 2 a 1, em Atlanta, no dia 5 de julho, acumulando sua pior campanha em Copas desde 1990. O Brasil terminou a fase de grupos na segunda posição com cinco pontos (uma vitória e dois empates) e não conseguiu passar da fase de 16-avos de final. Também se dizia que o calor nos Estados Unidos inviabilizaria o torneio, mas as 16 cidades-sede receberam as partidas sem interrupções climáticas, com pausas para hidratação previstas pela Fifa.
A tabela abaixo resume os principais mitos e verdades apurados pelo Redação Nacional com base nos resultados oficiais da Copa do Mundo de 2026, após o encerramento das semifinais em 15 de julho:
| Mito | Verdade |
|---|---|
| Formato com 48 seleções vai diluir a qualidade | As quatro semifinalistas foram potências tradicionais (Espanha, Argentina, França, Inglaterra) |
| Brasil chegaria longe com grupo favorável | Brasil caiu nas oitavas ao perder para a Noruega por 2 a 1 em 5 de julho |
| Calor nos EUA inviabilizaria os jogos | Partidas ocorreram sem interrupções; pausas para hidratação foram suficientes |
| Copa com 104 jogos é cansativa demais | Torneio teve audiência recorde e jogos equilibrados; final terá dois campeões europeu e sul-americano |
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