FIM DE UMA ERA…?: Em Simões Filho, cidade da RMS – Região Metropolitana de Salvador, nos últimos OITO ANOS, Diógenes Tolentino Oliveira, Governou para poucos, com poder centralizador, dentro de poucas horas estará chegando ao fim o segundo mandato do prefeito Diógenes Tolentino Oliveira, mais conhecido como Dinha, está se aproximando, e com ele, uma série de reflexões sobre os resultados de sua gestão. Se, por um lado, a sua “Força Política” garantiu-lhe estabilidade e aliados estratégicos, por outro, as promessas de transformação e os avanços esperados em áreas cruciais, como Habitação, Saúde, Transporte e Segurança, ficaram muito aquém do esperado.
Durante sua campanha e nos primeiros atos seu segundo mandato, Dinha fez grandes promessas, principalmente com relação à sua chamada “Revolução Administrativa”, que prometia modernizar a gestão pública, melhorar os serviços e oferecer mais qualidade de vida a população. Contudo, nos últimos quatro anos, o que se viu foi uma administração marcada pela retórica e discursos político, promessas não cumpridas e, em muitos casos, um claro descompasso entre o discurso e a realidade.


Força Política ou Falta de Resultados?
Não há dúvida de que Dinha poderia se cercar de aliados políticos poderosos, utilizando sua habilidade em acordos específicos e negociando com diferentes setores. Sua força política, a princípio, parecia ser um trunfo para sua gestão, pois lhe garantiu a capacidade de se manter no poder e implementar projetos. No entanto, o que se percebe é que essa força não foi traduzida em avanços concretos para a cidade e para a população.
A manutenção de um sistema de alianças políticas, em muitos casos, comprovada em favorecimentos a poucos, enquanto as necessidades reais da população ficaram em segundo plano. Em outras palavras, Dinha se concentrou em fortalecer sua base de apoio político e em garantir a continuidade de seu governo, ao invés de transformar a administração pública de maneira eficaz e permanente.
Será que virá, nas próximas eleições, mais um projeto político rumo ao Congresso Nacional, é bom dar uma “pensaDinha” nesta movimentação do “Zero Hum”…?
Habitação & Planejamento: Expectativa e Desilusão
A área da Habitação, sem dúvida, foi uma das que mais gerou expectativas durante o início do mandato de Dinha. Essas duas importantes pastas, da administração municipal, ficou sob responsabilidade do primeiro genro, Kemuel Menezes, com a promessa de construção de moradias populares e melhorias na infraestrutura urbana, não mobilizou, e milhares de cidadãos que esperavam soluções para o défict habitacional da cidade continuam sem moradias. Pouco, ou pior NADA foi feito.
As obras prometidas ficaram estagnadas, e as medidas de regularização fundiária, que visavam oferecer segurança jurídica a milhares de famílias, avançaram a passos lentos. Já antes das Eleições 2024, vários decretos paralisaram as obras em andamento…
Em vez de soluções rápidas e eficazes, o que se viu foram mais discursos e menos ações.
A falta de comprometimento com o setor habitacional reflete a desconexão entre as necessidades reais da população e a forma como o governo de Dinha se posicionou durante esse período. Nos discursos, dois culpados, Governo do Estado e a Oposição…
Transporte: O Descompasso Entre Promessas e Realidade
Assim como na área da Habitação, o transporte público para outro setor no qual o prefeito Dinha prometeu mudanças significativas. A modernização da frota, a melhoria da infraestrutura e a integração dos modais de transporte urbano eram alguns dos objetivos de sua administração. No entanto, a realidade foi bem diferente.
Os investimentos necessários para garantir um transporte público eficiente nunca se concretizaram. A falta de ônibus novos, a superlotação nos veículos e a ineficiência nos horários continuam a ser problemas crônicos para os cidadãos. Enquanto Dinha insistia em divulgar projetos de mobilidade que nunca saíram do papel, a população enfrentava o caos diário nos transportes públicos.
Segurança: A Queda de Prestígio da Guarda Municipal
A segurança pública, um dos pilares de qualquer administração, também foi um ponto sensível durante o mandato de Dinha. A promessa de fortalecer a Guarda Municipal e de melhorar a segurança nas ruas foi amplamente divulgada, mas os resultados ficaram aquém. Em vez de melhorias estruturais e mais investimentos, a Guarda Municipal sofreu uma queda de prestígio, com falta de equipamentos adequados e de treinamento adequado para os agentes. O que evoluiu, foi trabalho da 22ª CIPM, que é subordinada aos Governos Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
Ao invés de ver a Guarda Municipal como um pilar importante para a segurança e o bem-estar da população, Dinha se distanciou dos problemas do setor, resultando em uma segurança cada vez mais sucateada e com pouca eficiência no combate ao crime. A promessa de reforçar o trabalho das forças municipais foi ignorada pela falta de ações concretas para garantir a segurança das pessoas.
Saúde: Marketing versus Realidade
A saúde pública foi outra área em que Dinha utilizou intensamente o marketing para reforçar sua imagem. Foram inúmeras as campanhas que destacaram a melhoria no atendimento e as grandes conquistas da gestão, como a instalação de 10 leitos de UTI e a ampliação das unidades de saúde. Contudo, a realidade nos postos de saúde era bem diferente.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS), UPA ,e as unidades de pronto atendimento enfrentaram sérios problemas de superlotação, falta de médicos e infraestrutura precária e péssimo atendimento foi a tônica. Embora tenha existido um grande esforço publicitário para apresentar uma imagem de avanço, a qualidade do atendimento deixou muito a desejar. A promessa de uma saúde pública eficiente e de qualidade não foi cumprida, e as condições de atendimento continuaram a ser insuficientes para atender à demanda crescente.
Funcionários Públicos: Cortes e Descontentamento
Por fim, o funcionalismo público foi um dos maiores pontos de desgaste do governo Dinha. Durante seu segundo mandato, o prefeito adotou medidas austeras, incluindo cortes significativos nos salários dos servidores públicos e redução das gratificações. Essa atitude gerou um forte sentimento de revolta entre os servidores da Prefeitura, que se sentiram desvalorizados e prejudicados.
Além disso, os cortes afetaram principalmente os servidores mais humildes, enquanto aqueles mais próximos ao prefeito continuaram a ser favorecidos com gratificações. A insatisfação entre os servidores chegou ao ponto de a Secretaria Municipal da Fazenda emitir uma nota de repúdio, denunciando um corte de até 50% em seus vencimentos, o que acentuou ainda mais a tensão entre os funcionários e a administração municipal.
O Descompasso Entre Discurso e Realidade
Entre o discurso de “gestão eficiente” e a realidade de uma administração ineficaz, o mandato de Dinha se tornou um exemplo clássico de descompasso entre promessas e resultados. Suas ideias de uma “Revolução Administrativa” não se concretizaram de forma efetiva, e as deficiências na execução das políticas públicas afetaram negativamente a qualidade de vida da população.
A falta de compromisso com as áreas prioritárias, a ineficiência na execução dos projetos e a desvalorização do funcionalismo público demonstram que, apesar de suas habilidades políticas, Dinha não conseguiu entregar o que foi prometido.
Conclusão
Em resumo, o segundo mandato de Diógenes Tolentino Oliveira, o prefeito Dinha, se aproxima do fim com um saldo negativo em diversas áreas da administração pública. A “Força Política” que manteve no poder não foi suficiente para transformar suas promessas de campanha em ações concretas. Em vez de mudanças significativas e avanços para a população, o que se viu foi um governo marcado pela falta de resultados, falhas na gestão e descontentamento popular. Córrego da Muriqueira, Campo do Vasco, Copa I na Ilha de São João, Alagamentos…
A administração de Dinha deixa claro que, por mais que se tenha força política e alianças estratégicas, sem um compromisso real com a população e sem ações eficazes, os resultados sempre serão insatisfatórios. O legado de seu segundo mandato ficará marcado pela desilusão daqueles que acreditaram na promessa de transformação e progresso.
Fonte: Redação Nacional, Com informações Servidores Municipais SEFAZ, Simões Filho.







