PF conclui que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra Lula
A Polícia Federal concluiu que o senador Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra o presidente Lula. O relatório final do inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira. A investigação aponta que o parlamentar atribuiu falsamente ao chefe do Executivo crimes como tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, em uma postagem feita nas redes sociais no dia 3 de janeiro. O caso agora está nas mãos da Procuradoria-Geral da República, que vai decidir os próximos passos.
O relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, confirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação teve início após determinação do próprio ministro, em abril deste ano, para apurar uma postagem feita pelo parlamentar no dia 3 de janeiro. Na publicação, Flávio associou o presidente a crimes graves, como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e apoio a organizações terroristas.
De acordo com o documento da PF, a postagem foi clara ao imputar falsamente condutas criminosas a Lula. A corporação destacou que o senador associou a imagem do presidente à do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, que havia sido capturado e preso naquele mesmo dia por forças dos Estados Unidos. A conclusão é de que não há dúvidas sobre a autoria da publicação e sobre o teor calunioso da mensagem.
Com a conclusão do inquérito, o ministro Alexandre de Moraes deverá abrir vista dos autos para a Procuradoria-Geral da República, que terá a palavra final sobre o prosseguimento do caso. Caberá à PGR decidir se apresenta denúncia contra o senador ou se arquiva a investigação. O crime de calúnia previsto no Código Penal pode resultar em detenção de seis meses a dois anos, além de multa.
O caso ocorre em meio à disputa eleitoral para a Presidência da República. Flávio Bolsonaro é pré-candidato do PL e tem aparecido em empate técnico com Lula nas pesquisas de intenção de voto. A situação jurídica do senador deve ser um dos temas centrais da campanha, que se intensifica nos próximos meses. Em Brasília, cidade onde ocorrem as principais articulações políticas do país, o desfecho do caso será acompanhado de perto.
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