PF inicia operação nacional de segurança para presidenciáveis com investimento de R$ 95 milhões

A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira (20) a operação nacional de segurança para os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026, com investimento de R$ 95 milhões e 458 servidores mobilizados em todo o Brasil. A estrutura inclui veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba, coordenados pela Sala Nacional de Comando e Controle em Brasília.

A proteção é facultativa e pode ser solicitada a partir de hoje pelas campanhas após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias. Cada presidenciável terá planejamento individualizado conforme análise de risco, sem divulgação pública da classificação. O pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que recusará a escolta por não confiar no diretor-geral da PF, enquanto Renan Santos (Missão) antecipou sua convenção para esta segunda-feira justamente para garantir a proteção após ameaças de facções criminosas.

Estrutura da operação de segurança

Item Detalhes
Investimento total R$ 95 milhões
Servidores mobilizados 458 policiais federais
Capacidade simultânea Até 10 candidaturas
Estrutura operacional Blindados, drones, kit antibomba
Início da proteção 20 de julho de 2026
Coordenação Sala Nacional de Comando e Controle

A adesão ao serviço é uma decisão de cada candidato. Campanhas que optarem por não utilizá-lo terão a decisão respeitada, mas poderão solicitar a proteção a qualquer momento ao longo da campanha. Atualmente, 12 pré-candidatos estão na corrida presidencial, com nomes que só serão homologados após as convenções partidárias, que começam em 20 de julho e vão até 5 de agosto. O esquema de segurança utiliza os mesmos critérios técnicos para todas as candidaturas, garantindo tratamento isonômico.

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