Simões Filho: Análise Crítica da Administração de Diógenes Tolentino, “Zero HUM”


SIMÕES FILHO – BA: Município que integra a Região Metropolitana de Salvador – RMS, tem como líder do Executivo Diógenes Tolentino, eleito em 2016 e reeleito em 2020, é um personagem político que provoca admiração quanto controvérsia entre os cidadãos.
Conhecido como “ZERO HUM”, seu governo, sob slogan da administração “Boa Terra Boa Gente”, obteve aprovação nas urnas utilizando-se de uma imagem de proximidade e compromisso com a população. No entanto, uma análise mais aprofundada revela aspectos preocupantes relacionados à sua gestão financeira e o que determina os preceitos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Desde o início de seu mandato, 2017, “Zero Hum” tem se destacado por ações que, em teoria, visam o desenvolvimento do município. Contudo, a prática revela um desvio significativo das diretrizes estabelecidas pela LRF. A Lei foi criada para assegurar a responsabilidade na gestão fiscal, evitando o endividamento excessivo e garantindo que os recursos públicos sejam utilizados de maneira eficiente. A administração do prefeito Diógenes Tolentino, parece ter ignorado tais orientações, realizando diversas operações de crédito que comprometem a saúde financeira de Simões Filho, sempre com o aval do Poder Legislativo.
Essas operações de crédito, embora possam ter sido justificadas como necessárias para
investimentos em infraestrutura e serviços, geram preocupações legítimas sobre a sustentabilidade fiscal do município. O comprometimento, futuro, do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), do Imposto Sobre Serviços (ISS) e de outros repasses oriundos do pacto federativo coloca em risco a capacidade de Simões Filho de honrar suas obrigações, a longo prazo e, consequentemente, poderá afetar a prestação de serviços públicos essenciais em administrações posteriores.
Além disso, a retórica “SOBERANA” utilizada por Tolentino pode ser interpretada como uma tentativa de consolidar um discurso populista, que busca desviar a atenção das falhas administrativas. Essa estratégia, embora eficaz em angariar apoio popular, não se sustenta quando confrontada com a realidade fiscal do município.
Portanto, a administração de Diógenes Tolentino deve ser vista com um olhar crítico. A idolatria que o cerca, simbolizada pelo apelido “ZERO HUM”, não deve obscurecer as questões sérias que permeiam sua gestão.
É crucial que a população de Simões Filho, ao avaliar o legado de seu prefeito, leve em consideração não apenas as promessas feitas, mas também o cumprimento das responsabilidades legais e o impacto de suas decisões no futuro do município.
A saúde financeira da cidade e o bem-estar de seus cidadãos dependem de uma gestão transparente e responsável, que respeite os princípios da responsabilidade fiscal.
Está cada vez mais claro, que a coletividade, a classe política, serão forçados, dentro de um tardio espaço de tempo, Repensar, Simões Filho…
Romário dos Santos
Editor Chefe
Redação Nacional
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