Simões Filho entre Promessas e Realidade – Um Raio-X das Políticas Públicas na Saúde desde 2017

Políticas Públicas de Saúde: Desde 2017, a cidade de Simões Filho, localizada na Região Metropolitana de Salvador, 7ª maior arrecadação do Estado, dentre os 417 Municípios, a cidade vive um ciclo político marcado por promessas de transformação e desenvolvimento social. Com a eleição de Diógenes Tolentino Oliveira, o “Dinha”, à prefeitura, a população passou a alimentar expectativas renovadas, especialmente no que se refere à melhoria dos serviços públicos, com foco na saúde municipal. Contudo, o que se desenha no panorama atual é um contraste entre o discurso institucional e a efetividade das ações governamentais.

O “Pensa Simões Filho” e o despertar da esperança
Ao assumir o Executivo municipal em 2017, Dinha apresentou à sociedade o programa de governo intitulado Pensa Simões Filho, uma proposta que buscava dar voz à população e estabelecer um planejamento participativo. Um dos pilares dessa iniciativa era a reestruturação da rede municipal de saúde, diante de um cenário historicamente carente de investimentos estruturais, recursos humanos e eficiência na gestão.
No entanto, ao final do primeiro mandato, as melhorias prometidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), na atenção primária, nos serviços de urgência e na ampliação da cobertura médica não alcançaram o nível esperado. O clamor da população continuava a ecoar nas comunidades, diante de filas persistentes, falta de medicamentos, estrutura física precária e ausência de médicos especialistas.
Do “Pensa Simões Filho” a “Boa Terra, Boa Gente”: mudança de nome, continuidade dos problemas
Com a reeleição de Dinha em 2020, o programa Pensa Simões Filho foi substituído por uma nova proposta de governo: Boa Terra, Boa Gente. A troca de nome, no entanto, não representou uma mudança significativa no panorama da gestão da saúde municipal. A pasta continuou sob o comando da enfermeira Iridan Brasileiro, o que gerou expectativa de continuidade administrativa, mas também cobrança por resultados que ainda não haviam sido entregues.
Durante o segundo mandato, observou-se um aumento nos investimentos em marketing institucional, com forte presença nas redes sociais, publicidade em rádio e mídias locais, exaltando pequenas intervenções como grandes conquistas. No entanto, essa estratégia de comunicação não conseguiu encobrir os entraves reais enfrentados pelos usuários do SUS em Simões Filho. A ausência de avanços concretos manteve a saúde como um dos principais pontos de insatisfação popular.
Críticas do Legislativo: quando o Executivo trava o avanço
Outro aspecto preocupante é a relação entre o Executivo e o Legislativo municipal. Vereadores da atual legislatura vêm enfrentando dificuldades em ver suas indicações e propostas implementadas, virou rotina REINTERAÇÕES de “indicações”. Porém, o que se percebe é uma possível falta de articulação, planejamento e transparência na gestão das políticas públicas, o que alimenta críticas por parte da oposição e até mesmo de aliados. O novo líder do Governo, Belo Gazineu, não apresentou, até o momento, quais as suas credenciais para ter sido colocado em tão importante função, enquanto líder da bancada do governo, Del do Cristo Rei, sob o slogan…”Uma Aliança pela Nossa Gente”.
A frustração, da população para com os parlamentares reflete um sentimento crescente: As promessas eleitorais vêm sendo sistematicamente negligenciadas ou tratadas como peças de marketing, em detrimento de ações estruturantes que realmente melhorem a qualidade de vida das pessoas.
O papel da sociedade e os desafios futuros
A saúde é um dos pilares do desenvolvimento humano e social. Em Simões Filho, ela continua a ser tratada como uma pauta sensível, que requer muito mais do que discursos bem elaborados. A cidade precisa de um pacto real por uma saúde pública digna, com transparência, participação popular e, principalmente, compromisso com resultados.
A população aguarda, ainda, a concretização de promessas como a ampliação da rede de UBS, a valorização dos profissionais de saúde, a digitalização de prontuários, a regulação humanizada e a descentralização dos serviços. É fundamental que os próximos anos sejam pautados por menos marketing e mais ação concreta.
Simões Filho, “Boa Terra”, precisa, de fato, tornar-se uma terra de gestão eficiente. E seu povo, “Boa Gente”, merece mais que promessas: merece respeito e resultados e, principalmente, seja de fato, um governo que justifique o slogam, “Uma Aliança pela Nossa Gente”, até o momento a frase não está conectada com as realizações desses primeiros 100 dias do governo Del do Cristo Rei.
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