Simões Filho Precisa Acordar para o Caos na Saúde

A saúde pública de Simões Filho, um dos pilares da Região Metropolitana de Salvador, respira por aparelhos. O que se vê hoje no Hospital Municipal não é apenas uma crise passageira, mas um cenário de abandono sistêmico que beira o desumano. Entre apagões constantes, falta de profissionais e instalações precárias, a população local tornou-se refém de uma gestão que parece priorizar contratos vultosos em detrimento do bem-estar do cidadão.

O Custo da Ineficiência

O epicentro da crise atual coincide com o retorno da APMI 33. A empresa assumiu o controle da unidade em substituição à FABAMED, amparada por um contrato astronômico de R$ 89 milhões. No entanto, o montante investido parece não chegar à ponta do serviço. O “caos implantado” — como definem os próprios usuários — revela uma desconexão gritante entre o valor pago pelo contribuinte e a qualidade do atendimento recebido.

Um Legado de Sombras

Não se pode analisar o presente sem olhar para o passado recente. A situação crítica reflete diretamente os mais de sete anos de gestão da ex-secretária de saúde, Iridan Brasileiro. Durante quase uma década, 7 anos, a pasta foi conduzida sob uma hospital municipal política que, agora, mostra suas rachaduras mais profundas. O que foi plantado em termos de estrutura e planejamento agora colhe a indignação de quem chega à porta do hospital e encontra portas fechadas ou corredores escuros.


A Cobrança Direta ao Executivo

A pressão popular sobre o prefeito Devaldo Soares cresce na mesma proporção que a precariedade das instalações. A pergunta que ecoa nas ruas de Simões Filho é simples: onde estão os 89 milhões de reais? > “Não é apenas falta de remédio; é falta de respeito. É um apagão de gestão que precede o apagão elétrico”, desabafa um morador que aguardava atendimento para o filho.

Repensar é Preciso

Simões Filho não pode aceitar a precariedade como destino. O Hospital Municipal deveria ser um símbolo de cuidado, não um monumento ao descaso. É urgente que os órgãos de fiscalização e o Ministério Público lancem luz sobre esse contrato e que a prefeitura assuma a responsabilidade de garantir o básico: médicos no plantão, luz nas salas e dignidade no leito.

O silêncio da gestão diante do sofrimento da RMS não é mais uma opção. A conta chegou, e quem está pagando — com a própria vida — é o povo.

Autor: Romário dos Santos – Editor Chefe

Fonte: Redação Nacional

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