Temporal com ventos acima de 100 km/h deixa quase 900 mil sem luz no Rio Grande do Sul


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Um temporal de grandes proporções atingiu o Rio Grande do Sul na madrugada desta segunda-feira e deixou quase 900 mil pessoas sem energia elétrica. Ventos acima de 100 km/h derrubaram árvores, desabaram prédios e deixaram ao menos uma pessoa em estado grave no estado, que já acumula episódios de extremos climáticos nos últimos anos.

Segundo a Defesa Civil estadual, 64 municípios registraram ocorrências durante a madrugada. Ao menos 624 pessoas ficaram desalojadas e quatro estão desabrigadas. A concessionária CEEE Equatorial informou que 591 mil clientes ficaram sem luz na sua área de atuação, enquanto a CPFL RGE registrou 303 mil pontos sem energia. Pelotas concentra o maior número de imóveis afetados, com 94,3 mil unidades sem luz após ventos que chegaram a 89 km/h e acumulado de chuva de 42 milímetros.

Estragos e bloqueios em vias públicas

A velocidade dos ventos chegou a 115,8 km/h em São Jerônimo, segundo o Climatempo, e 113,7 km/h em Rio Grande, onde a cobertura de um posto de gasolina desabou durante a madrugada. Em Porto Alegre, quedas de árvores interromperam duas vias e ao menos 21 cruzamentos tiveram problemas com semáforos. O maior acumulado de chuva registrado foi em Caxias do Sul, na serra gaúcha, com 130 milímetros até as 9h, mais da metade da média prevista para todo o mês.

Estradas bloqueadas e alertas da Defesa Civil

Ao menos seis estradas federais e cinco estaduais estão com o trânsito parcial ou totalmente bloqueado devido à queda de árvores. A Defesa Civil estadual havia alertado para chuvas intensas entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, com risco de ventos fortes e raios. O alerta tinha risco meteorológico alto para uma faixa que se estende da fronteira com o Uruguai até o Litoral Norte, incluindo a metade sul do estado e a região metropolitana de Porto Alegre.

Conexão com as mudanças climáticas

Especialistas apontam que episódios como esse se tornam mais frequentes em decorrência das mudanças climáticas. O aquecimento global intensifica a ocorrência de sistemas meteorológicos extremos, como tempestades severas e ventos de alta velocidade. O Rio Grande do Sul, que já enfrentou uma das piores crises hídicas da história em 2024, agora lida com o extremo oposto: volumes de chuva e ventos que desafiam a infraestrutura e a capacidade de resposta do estado.

Orientações e previsão para as próximas horas

A orientação da Defesa Civil é que a população permaneça em locais seguros, longe de árvores, postes e áreas alagadas. Casos de emergência devem ser comunicados pelo 199, da Defesa Civil, ou pelo 193, do Corpo de Bombeiros. A previsão é que a chuva se intensifique na metade norte do estado ao longo da tarde, o que pode aumentar o número de ocorrências. A prefeitura de Porto Alegre já ativou o centro de operações para coordenar o atendimento às vítimas.




Perguntas frequentes

Quantas pessoas ficaram sem luz no RS?

Quase 900 mil pessoas ficaram sem energia elétrica. A concessionária CEEE Equatorial registrou 591 mil clientes sem luz, enquanto a CPFL RGE apontou 303 mil pontos sem energia. Pelotas é a cidade mais afetada, com 94,3 mil imóveis sem fornecimento.

Há vítimas fatais?

Até o momento, não há registro de vítimas fatais. Porém, ao menos uma pessoa ficou gravemente ferida no estado. A Defesa Civil informou que 624 pessoas ficaram desalojadas e quatro estão desabrigadas em decorrência do temporal.

O que causou o temporal?

O fenômeno foi provocado por uma frente de instabilidade que trouxe ventos acima de 100 km/h e chuvas intensas. Especialistas apontam que a ocorrência de tais extremos climáticos vem se intensificando em decorrência das mudanças climáticas e do aquecimento global.

Quais estradas estão bloqueadas?

Ao menos seis estradas federais e cinco estaduais estão com o trânsito parcial ou totalmente bloqueado devido à queda de árvores. A orientação é evitar deslocamentos até a normalização completa das vias e a remoção dos obstáculos.

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Temporal com ventos acima de 100 km/h atinge Rio Grande do Sul e deixa quase 900 mil pessoas sem luz