Terremotos na Venezuela deixam mais de 1.430 mortos e 50 mil desaparecidos

A Venezuela foi atingida por dois terremotos devastadores na noite de 24 de junho de 2026, em Caracas e arredores. O primeiro tremor, de magnitude 7,2, foi seguido 39 segundos depois por um segundo de 7,5, o mais forte no país em mais de 100 anos. As autoridades já contabilizam mais de 1.430 mortos e cerca de 50 mil desaparecidos, enquanto equipes de resgate trabalham sem descanso nos escombros em La Guaira, Caracas e outras regiões do norte do país.

O governo brasileiro mobilizou uma missão humanitária com um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira, que partiu de Guarulhos com 36 bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações. Foram enviadas 12 toneladas de equipamentos, além de cães farejadores para auxiliar na localização de sobreviventes. O presidente Lula conversou com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e garantiu o envio de tudo o que for necessário.

O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros nos terremotos: uma mulher e um homem, em desabamentos diferentes em Caracas. Entre as vítimas brasileiras está um pastor de Uberlândia, em Minas Gerais, e uma modelo do Distrito Federal. A tragédia também vitimou cidadãos de outras nacionalidades, incluindo três espanhóis, nove portugueses, dois chineses e um italiano, segundo informações oficiais.

Os terremotos ocorreram durante o feriado nacional da Batalla de Carabobo, o que fez com que muitas pessoas estivessem em casa no momento dos abalos. Mais de 346 estruturas foram danificadas, entre edifícios, hospitais e centros comerciais. O Aeroporto Internacional de Maiquetia, em La Guaira, foi seriamente afetado. Uma plataforma criada pela sociedade civil para localizar desaparecidos já registra dezenas de milhares de nomes.

A comunidade internacional se mobilizou para ajudar a Venezuela. Estados Unidos, Alemanha, Espanha, China e diversos outros países enviaram equipes de resgate, suprimentos e aeronaves. A Organização das Nações Unidas convocou uma mobilização internacional sem precedentes para conter a crise humanitária. O governo venezuelano declarou estado de emergência em todo o território nacional e montou abrigos temporários para as famílias que perderam suas casas.

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