Ataques dos EUA ao Irã atingem área perto de usina nuclear e elevam tensão global
Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã nesta quinta-feira (9) e um dos projéteis atingiu a área ao redor da usina nuclear de Bushehr, a única instalação nuclear em operação no país. O ataque ocorre um dia depois de o presidente Donald Trump declarar o fim do cessar-fogo que vigorava desde maio. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que os bombardeios visam “enfraquecer a capacidade iraniana de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”.
Segundo a Organização de Energia Atômica do Irã, o projétil caiu no terreno adjacente ao prédio do serviço metrológico da usina, bem próximo à unidade de energia em operação. A agência informou que os níveis de radiação ao redor da instalação permanecem normais e não houve feridos entre os funcionários. A Rosatom, estatal russa que opera a usina, condenou o ataque e pediu contenção de todos os lados. A ofensiva americana desta noite atingiu 90 alvos militares em todo o Irã, deixando 14 mortos e 78 feridos, segundo o governo iraniano.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra bases militares americanas em países vizinhos do Golfo Pérsico, incluindo Bahrein, Kuwait e Jordânia. O Parlamento iraniano avalia medidas como a retirada de inspetores do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e a mudança da doutrina nuclear do país. O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, foi novamente fechado, elevando o preço do barril nos mercados internacionais e gerando preocupação em toda a cadeia global de suprimentos.
O ataque perto de Bushehr acende um alerta global sem precedentes. Pela primeira vez na história, uma usina nuclear ativa foi alvo indireto de um bombardeio em uma guerra entre nações. Especialistas em segurança nuclear advertem que qualquer dano ao reator ou aos sistemas de resfriamento poderia provocar um desastre radioativo de proporções regionais, afetando não apenas o Irã, mas também países vizinhos como Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. O incidente reacende o debate sobre a proteção de instalações nucleares em zonas de conflito.
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