Avião trocado em segredo: como os EUA protegeram Trump de mísseis iranianos na Turquia

Uma operação secreta do Serviço Secreto dos Estados Unidos fez o presidente Donald Trump trocar de avião ao deixar a Turquia, no dia 8 de julho, por causa de uma ameaça de mísseis portáteis iranianos. A operação foi revelada pelo jornal Washington Post na quarta-feira (12) e confirmada pelo próprio Trump. A inteligência americana teria detectado uma célula iraniana armada infiltrada na Turquia, com a informação vinda do governo de Israel.

De acordo com a imprensa americana, o plano foi montado pelo Serviço Secreto cerca de quatro ou cinco horas antes da decolagem prevista. Trump apareceu embarcando normalmente no avião presidencial, o Air Force One, diante das câmeras, mas, já dentro da aeronave, foi levado até um caminhão de alimentos conectado ao avião. Escondido ali, ele embarcou em um segundo avião, usado por autoridades como o secretário de Guerra, e viajou até o Reino Unido enquanto a aeronave presidencial seguia visível para a imprensa.

A preocupação era de que a célula iraniana se aproximasse da comitiva e disparasse um míssil portátil de ombro, conhecido como Manpads, capaz de derrubar aviões, helicópteros e drones. Entre os modelos que poderiam ser usados estão o Misagh-1 e o Misagh-2, de origem iraniana, e o QW-1 e o QW-18, de origem chinesa, com alcance de até seis quilômetros e capacidade de atingir alvos a até cinco mil metros de altitude. A preocupação maior era com o momento da decolagem, quando o avião está mais lento e vulnerável.

Embora o Air Force One tenha defesas em camadas, com contramedidas eletrônicas, sensores de alerta, procedimentos de evasão e escolta militar, um disparo no momento da decolagem poderia representar risco. Trump estava na Turquia para a cúpula da Otan, e as autoridades avaliaram que a ameaça era crível. O episódio, agora público, expõe o nível de tensão entre o Irã e os Estados Unidos e mostra como a segurança de líderes mundiais passou a incluir o combate a mísseis portáteis, uma ameaça cada vez mais presente em conflitos recentes.

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Linha do tempo da operação secreta

Antes de 8 de julho
Ameaça é detectada
Inteligência americana e israelense indicam célula iraniana armada com míssil portátil infiltrada na Turquia

8 de julho
Troca secreta de avião
Serviço Secreto esconde Trump em caminhão de alimentos; presidente viaja em segunda aeronave até o Reino Unido

12 de agosto
Revelação pública
Washington Post publica os detalhes da operação; Trump confirma o episódio

Próximos passos
Reforço de segurança
Caso expõe a ameaça dos mísseis portáteis e as camadas de proteção do avião presidencial

Perguntas frequentes sobre a ameaça a Trump

O que é um Manpads?

É um sistema de defesa aérea portátil disparado do ombro do operador. Mísseis desse tipo podem derrubar aviões, helicópteros e drones e têm alcance de até seis quilômetros.

Trump correu perigo real?

Sim, na avaliação das autoridades. A inteligência americana disse ter detectado uma célula iraniana armada na Turquia e a ameaça foi considerada crível, com preocupação especial no momento da decolagem.

Como Trump trocou de avião sem ninguém ver?

Ele embarcou normalmente no Air Force One diante das câmeras, mas dentro da aeronave foi levado a um caminhão de alimentos conectado ao avião e transferido para um segundo avião, que seguiu até o Reino Unido.

Quais mísseis poderiam ser usados?

Os modelos Misagh-1 e Misagh-2, de origem iraniana, e o QW-1 e o QW-18, de origem chinesa. Todos são disparados de lançadores portáteis apoiados no ombro.

O Air Force One é vulnerável?

O avião presidencial tem defesas em camadas: contramedidas eletrônicas, sensores de alerta, procedimentos de evasão e escolta militar. O momento mais arriscado é a decolagem, quando a aeronave está mais lenta.

Internacional - Redação Nacional