Editorial: Soberania nacional e a necessidade de prioridades claras para o Brasil
O Brasil chega às eleições de 2026 em um cenário de tensões econômicas e diplomáticas que exigem uma reflexão profunda sobre o próprio significado da soberania nacional. O tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com a taxação de 25% sobre produtos brasileiros, não é apenas uma disputa comercial. É um movimento que expõe a fragilidade das relações entre países e a necessidade de o Brasil construir caminhos próprios.
A soberania não se defende apenas com discursos, mas com políticas concretas que reduzam a dependência externa e ampliem a capacidade de negociação internacional. Neste contexto, o Congresso entrar em recesso sem votar pautas estruturantes como a PEC da Segurança Pública, o marco legal dos minerais estratégicos e a regulamentação dos mercados digitais revela uma desconexão entre a urgência dos temas e o ritmo da política institucional.
Enquanto isso, o Senado aprovou a PEC que cria a aposentadoria especial dos agentes de saúde, gerando mais R$ 28 bilhões em despesas, e a redução de 40% da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. A lista de prioridades não votadas inclui ainda a PEC da escala 6×1 e a regulamentação da exploração de minerais críticos. O momento exige um debate verdadeiro sobre que país queremos construir.
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