Permanência de Jaques Wagner como líder do governo se torna insustentável, avaliam aliados de Lula
A permanência do senador Jaques Wagner como líder do governo no Congresso se tornou insustentável, segundo avaliação do núcleo duro do presidente Lula. O desgaste político aumentou após uma crise envolvendo uma investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal que atinge aliados do senador.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que Wagner não tem mais condições políticas de articular os interesses do governo no Senado. A situação se agravou nos últimos dias com a pressão de partidos da base aliada por uma substituição no cargo de líder do governo.
Aliados próximos ao presidente Lula afirmam que o próprio Jaques Wagner deveria pedir para sair para não prejudicar a imagem do governo e a articulação política em um ano eleitoral. O senador, no entanto, resiste e tenta se manter no cargo, contando com a amizade pessoal com o presidente.
Caso a saída se confirme, o governo precisará encontrar um nome de consenso entre os partidos da base aliada para ocupar a liderança no Congresso, em um momento delicado em que o Planalto busca aprovar matérias prioritárias antes do período eleitoral de 2026.
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