Pesquisa Robert Half indica que Recrutamento de Executivo o salário atraí más não retém..

São Paulo, maio de 2025 — Uma nova pesquisa da Robert Half, que traça um panorama sobre o comportamento, as expectativas e os gatilhos de movimentação dos principais tomadores de decisão no mundo corporativo, aponta que 63% dos entrevistados, entre gerentes e C-levels em geral (diretores, vice-presidentes e presidentes), afirmam estar sempre abertos a novas oportunidades de carreira, ainda que não estejam buscando ativamente. 


De acordo com o levantamento, essa disposição em ouvir é reflexo direto de um mercado dinâmico, conectado e exigente, no qual profissionais avaliam propostas com foco em um conjunto de variáveis, valores e condições que definem sua experiência executiva. Entre os principais gatilhos para a mudança, aparecem: salário mais competitivo; desafios novos e estimulantes; melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional; perspectivas de crescimento/promoção e incentivos de longo prazo.

Mario Custódio, diretor da área de Recrutamento Executivo da Robert

“Naturalmente, mudar de cadeira representa um risco, mesmo quando bem calculado, e, em geral, executivos só consideram o movimento quando acreditam que o pacote compensa essas preocupações. Existe uma espécie de ‘precificação’ para que a transição faça sentido, especialmente em um cenário volátil tal qual o atual, o que explica o salário ainda ser visto como principal motivador em uma mudança de emprego”, explica Mário Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half.

Apesar disso, a remuneração não surge entre os fatores de retenção mais valorizados pelos profissionais. A pesquisa evidencia um ponto crítico: os aspectos que retêm e os que atraem gestores divergem. Elementos como grau de autonomia e participação na tomada de decisão; forte relacionamento com a equipe e a alta liderança; alinhamento de valores à cultura da empresa; estabilidade no cargo e projetos estimulantes ocupam os primeiros lugares.

“Se um executivo está satisfeito com a cultura, a liderança e o ambiente, mas percebe que seu salário está defasado, o risco de perdê-lo é real. Por outro lado, se esses fatores subjetivos estão bem endereçados e o pacote em linha com o mercado, a probabilidade de retenção aumenta exponencialmente. O segredo está na gestão desse equilíbrio com sensibilidade, inteligência de dados e visão de futuro”, comenta Custódio.

Na visão do diretor da Robert Half, o simples fato de profissionais estarem dispostos a ouvir uma nova proposta não significa insatisfação, mas que eles (ou elas) podem estar suscetíveis a oportunidades mais atraentes. Por isso, a construção de um ambiente que promova engajamento, propósito e senso de pertencimento é tão importante. “No final, a comparação entre o que se tem e o que está sendo oferecido é inevitável, e é nesse momento que a companhia precisa ser percebida como a melhor escolha”.

Em linha, quase 45% dos entrevistados afirmam que seus pacotes estão abaixo da média do mercado, e apenas uma minoria tem acesso a benefícios valorizados como bônus de retenção (30%) ou stock options (menos de 20%). No entanto, mais de 60% consideram esses incentivos essenciais.

“Esse descompasso entre o que os gestores valorizam e o que efetivamente recebem é uma oportunidade clara de revisão dos modelos atuais de recompensa. Não se trata de oferecer bônus ou stock options indiscriminadamente. Trata-se de estruturar propostas que façam sentido para essas lideranças e para a empresa, alinhadas aos resultados reais e ao clima organizacional. É isso que dá legitimidade à retribuição e fortalece a cultura de performance dentro da companhia”, orienta o headhunter.

Nos próximos anos, os pacotes devem passar por transformações, com maior foco em desempenho, bem-estar e alinhamento estratégico:

  • 74% acreditam que a remuneração variável terá mais peso nos pacotes executivos;
  • 59% projetam aumento dos benefícios ligados a bem-estar e flexibilidade;
  • 38% preveem redução do rendimento fixo em prol de modelos mais atrelados aos resultados;
  • 33% apontam para o crescimento dos auxílios de longo prazo, tal qual ações e planos de previdência privada.

O estudo também mostra que a mobilidade já é parte das estratégias de carreira. Para 52% dos respondentes, ciclos de dois a cinco anos são considerados ideais. No passado, permanecer um longo período na mesma companhia era sinônimo de estabilidade. Atualmente, a mobilidade é vista como sinal de dinamismo e atualização, tanto por talentos quanto por empresas.

A evolução tecnológica e o avanço das plataformas digitais tiveram papel relevante nesse cenário. Redes profissionais e canais de comunicação direta reduziram drasticamente as barreiras de entrada nos processos seletivos, facilitando tanto a abordagem quanto a busca de novas oportunidades no mercado de trabalho contemporâneo.

Sobre a Robert Half


É a primeira e maior empresa de soluções em talentos no mundo. Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, recursos humanos, marketing e vendas e cargos de alta gestão. Com presença global e atuação na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania, a Robert Half aparece em listas das empresas mais admiradas do mundo. Robert Half é reconhecida, também, por seu compromisso de promover a igualdade e proporcionar uma cultura inclusiva.

Fonte: RPMA Comunicação

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