Rio de Janeiro “Operação Convenção”: Alerj questioA deputada Dani Monteiro (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), criticou veementemente a megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV), denominada Operação Convenção, realizada na capital fluminense em 28 de outubro de 2025. A parlamentar anunciou que a Comissão enviará ofícios ao Ministério Público e às polícias Civil e Militar para exigir explicações sobre as circunstâncias da ação, que resultou em 64 mortos, tornando-se a mais letal da história do estado.
Publicado por Redação Nacional

Monteiro classificou a operação como um ‘banho de sangue’ e uma ‘operação letal jamais vista’, argumentando que o Estado não pode agir como se houvesse pena de morte ou tratar favelas como território inimigo. A deputada ressaltou a gravidade da atuação isolada do governador Cláudio Castro (PL), especialmente quando o Ministério da Justiça e Segurança Pública se dispôs a cooperar com a Força Nacional, e defendeu planejamento, inteligência e respeito à vida em vez de ‘espetacularização de chacinas’.
A Comissão reafirmou seu compromisso com a vida e os direitos humanos, exigindo transparência, responsabilização e investigação rigorosa de todos os fatos relacionados à Operação Convenção. A deputada expressou preocupação com a escalada de violência provocada pela megaoperação, que resultou em 64 mortos, incluindo quatro policiais civis, além de vários agentes baleados, transformando as favelas do Rio em um cenário de guerra.
Em contrapartida, o deputado Márcio Gualberto (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da Alerj, defendeu a ação policial e criticou a postura da Comissão de Direitos Humanos. Gualberto acusou a comissão de Monteiro de se aliar a ‘narcoterroristas’ e ‘narcomilitantes de esquerda’, em contraste com seu próprio posicionamento ao lado dos policiais e ‘cidadãos de bem’ do estado.







