Simões Filho em Suspenso: 100 Dias de Governo, “56% de Aprovação” e o cenário é de Crise, Instabilidade e Falha nos Serviços Públicos
A instabilidade política, os áudios vazados e a omissão do Legislativo revelam uma cidade refém de interesses de grupo — enquanto a população aguarda soluções que não chegam.
📅 Por Redação Nacional – Abril de 2025
Simões Filho, município estratégico da Região Metropolitana de Salvador, com a 7ª maior economia da Bahia, vive um dos seus momentos mais delicados da história recente. Os primeiros 100 dias da gestão de Devaldo Soares (Del do Cristo Rei) à frente da prefeitura deveriam marcar o início de uma nova fase. Porém, o que se consolida é a imagem de um governo marcado por insegurança jurídica, falta de comando político e ausência de prioridades públicas. Cenário que não dá sustentação à pesquisa, atribuída Pa Rede Record, com resultado de 56% de aprovação à administração comandada pelo prefeito Del do Cristo Rei.
O episódio mais simbólico dessa fase ocorreu com o vazamento de áudios entre vereadores aliados, onde se discutem as graves falhas na Secretaria de Saúde. O conteúdo, além de alarmante, desnuda um Legislativo submisso, mais preocupado com fidelidades de bastidor do que com seu papel constitucional de fiscalização.
O vereador Roberto Souza não esconde: “não exponho os problemas por ser do grupo”. A declaração é reveladora e perigosa. Enquanto isso, o confronto entre Adailton Caçambeiro e Joka da Farmácia, apontando a falta de experiência deste último, ilustra o nível raso do debate político. O interesse público, mais uma vez, é deixado de lado.
A crise da saúde — reconhecida nos bastidores e negada publicamente — ameaça atingir novos patamares com a possível “demonização” da Fabamed, empresa há anos contratada com aditivos anuais. É o clássico enredo da política local: cria-se um inimigo para justificar a omissão. No entanto, os reais culpados seguem impunes: os que têm poder e nada fazem.
A situação é agravada pela inércia da Justiça Eleitoral, que ainda não se pronunciou sobre a validade do mandato do prefeito. Essa indefinição — somada à atuação fraca da Câmara de Vereadores, reduzida a discussões internas em grupos de WhatsApp — contribui para um ambiente de paralisia total. O Poder Legislativo afirma…”A cidade passa por Aqui“, no Executivo o lema é “Uma Aliança pela Nossa Gente” e no dia-a-dia, expõem-se a falta de direcionamento das políticas públicas, incapacidade de execução, é confirmada em postos importante do executivo, está paralisado os deveres da SEINFRA, EDUCAÇÃO, SAÚDE, SESP, SEDUR, SOCIAL, MEIO AMBIENTE, SEDEC… até quando…?
Como já disse Caetano Veloso, “quando os homens exercem seus podres poderes, quem paga a conta é a sociedade”. A frase ecoa com força em Simões Filho, onde a população assiste, perplexa, a um espetáculo de despreparo e falta de compromisso.
Repensar, Simões Filho é preciso. Agir, mais ainda. O município, a sociedade, não merecem ser prisioneiros do jogo de poder, que beneficia os membros do grupo político, e mais uns poucos. Simões Filho, merece, desde sua emancipação de gestores com coragem, vereadores com dignidade e uma Justiça que cumpra seu papel.

BR 324, trecho de Simões Filho, no posto Shell (sentido Salvador), imediações do posto da Polícia Rodoviária Federal. Abert0, todos os dias, das 11h30 às 15h30
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