Trump ameaça destruir o Irã com mil mísseis se Teerã tentar assassiná-lo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (11) que as Forças Armadas americanas atacarão o Irã em larga escala caso o governo iraniano tente assassiná-lo. Em uma publicação nas redes sociais, Trump declarou que “mil mísseis estão prontos e carregados” contra a República Islâmica, com “milhares de outros prontos para serem lançados imediatamente em seguida”. O presidente afirmou ainda que as ordens já foram dadas para “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irã” por um período de um ano. A declaração marca uma nova escalada na guerra entre os dois países, que já dura cinco meses e causou mais de 7 mil mortes.
A ameaça ocorreu dias depois de apoiadores do governo iraniano entoarem palavras de ordem pedindo a morte de Trump durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã que faleceu no final de junho. Além disso, o jornal The Wall Street Journal informou que Israel compartilhou com os Estados Unidos novas informações de inteligência que indicariam um plano iraniano para matar Trump. O novo líder do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá falecido, já declarou publicamente que a vingança pela morte do pai “acontecerá com certeza”. O Irã promete retaliar Trump desde a morte do general Qassem Soleimani, em janeiro de 2020.
A publicação de Trump ocorre em meio ao colapso do cessar-fogo assinado em junho entre Washington e Teerã, que durou apenas três semanas. O acordo, mediado pelo Paquistão, previa a diluição do estoque de urânio iraniano em troca do alívio de sanções americanas. No entanto, Trump declarou o acordo “morto” após novos ataques iranianos a petroleiros no Estreito de Ormuz. O impacto econômico já é sentido globalmente: o preço do petróleo disparou mais de 6%, ultrapassando os US$ 80 por barril, pressionando a inflação em países como o Brasil.
Autoridades americanas já anunciaram, em diferentes ocasiões, acusações relacionadas a supostos planos iranianos para assassinar Trump, mas o governo iraniano nega envolvimento em conspirações do tipo. A guerra entre Estados Unidos e Irã, que começou em fevereiro com ataques coordenados de Israel e EUA a instalações nucleares iranianas, já se tornou o maior conflito no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003. A comunidade internacional acompanha com apreensão os próximos passos de Trump, que prometeu “não dar trégua” até que o Irã abra mão de seu programa nuclear.
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