Eclipse solar total encanta o Hemisfério Norte; Brasil terá eclipse lunar no fim do mês

Milhões de pessoas no Hemisfério Norte acompanharam, na quarta-feira (12), o eclipse solar total, um dos fenômenos mais raros e emocionantes da natureza. A sombra da Lua começou a encobrir o Sol às 12h34, no horário de Brasília, no extremo norte da Sibéria, e seguiu pela Groenlândia, pela Islândia, pela Espanha e por uma pequena área de Portugal, na cidade de Bragança. No ápice, na costa oeste da Islândia, o dia virou noite por cerca de dois minutos e dezoito segundos.

Durante a totalidade, o céu escureceu de repente, a temperatura caiu e a coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, ficou visível a olho nu, um espetáculo que os cientistas aproveitam para estudar o campo magnético da estrela. Nos instantes finais, o chamado efeito anel de diamante encantou quem estava na Espanha, quando pequenos pontos de luz do Sol aparecem pelos vales da Lua. Em Portugal, foi o primeiro eclipse solar total desde 1912, e o próximo só deve acontecer em 2144, segundo a imprensa local.

No Brasil, o eclipse não foi visível, nem mesmo de forma parcial, porque a sombra da Lua percorre uma faixa estreita de cerca de 300 quilômetros de largura. Ainda assim, o fenômeno pôde ser acompanhado pela internet, em transmissões ao vivo da Nasa e do Observatório Nacional brasileiro, que reuniu imagens captadas por observatórios de várias partes do mundo, com comentários de especialistas. A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, explicou que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol e projeta a sombra sobre uma região limitada do planeta.

Para quem perdeu o espetáculo, uma boa notícia: o mês de agosto ainda reserva um eclipse para o Brasil. Na madrugada entre os dias 27 e 28, um eclipse lunar parcial poderá ser observado em todo o território brasileiro. Observar a Lua não exige proteção especial, mas nunca olhe diretamente para o Sol: em eclipses solares, o uso de óculos certificados pela norma ISO 12312-2 ou de máscara de soldador com vidro número 14 é obrigatório, pois a exposição sem proteção pode causar danos graves e permanentes à visão.

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Linha do tempo do eclipse

12h34, quarta-feira
Eclipse parcial começa
Lua passa a encobrir o Sol no extremo norte da Sibéria, no horário de Brasília

Por volta das 14h46
Totalidade no ápice
Dia vira noite na costa oeste da Islândia por cerca de 2 minutos e 18 segundos; anel de diamante na Espanha

Quarta-feira à noite
Brasil acompanha pela internet
Nasa e Observatório Nacional transmitem o fenômeno ao vivo; eclipse não foi visível do Brasil

27 para 28 de agosto
Eclipse lunar parcial no Brasil
Madrugada de eclipse lunar visível em todo o país; próximos solares: 2027 na Espanha e 2028, anular

Perguntas frequentes sobre o eclipse

Por que o Brasil não viu o eclipse de 12 de agosto?

Porque a sombra da Lua percorre uma faixa estreita de cerca de 300 quilômetros de largura. Só quem está nesse caminho vê o eclipse total, e o território brasileiro ficou fora da faixa.

É seguro olhar para o eclipse?

Nunca diretamente. Para eclipses solares, é obrigatório usar óculos certificados pela norma ISO 12312-2 ou máscara de soldador com vidro número 14. Olhar para o Sol sem proteção pode causar danos graves e permanentes à visão.

O que é o anel de diamante?

É um efeito que aparece nos instantes antes e depois da totalidade, quando pequenos pontos de luz do Sol atravessam os vales da Lua, formando um brilho parecido com um anel de diamante no céu.

Por que a coroa solar é tão importante?

Porque ela é a camada mais externa da atmosfera do Sol e normalmente fica invisível por causa do brilho intenso da estrela. Só durante a totalidade os cientistas conseguem estudar a coroa e o campo magnético do Sol.

Quando teremos um eclipse visível no Brasil?

Na madrugada de 27 para 28 de agosto, um eclipse lunar parcial poderá ser visto em todo o Brasil. O próximo eclipse solar total deve ocorrer em agosto de 2027, na Espanha, e em janeiro de 2028 um anular, o chamado anel de fogo.

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